25 Outubro 2021, 15:50

Covid-19: Austrália abranda restrições em Sidnei

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Sidnei, 19 set (Lusa) – As autoridades australianas anunciaram hoje o abrandamento de algumas restrições contra a covid-19 em Sidnei, a cidade mais afetada pela pandemia, ao mesmo tempo que aumenta o ritmo de vacinação com mais de 36% da sua população inoculada.


A chefe de Estado de Nova Gales do Sul, Gladys Berejiklian, afirmou em conferência de imprensa que o relaxamento de algumas medidas entrará em vigor a partir de segunda-feira nas doze áreas mais afetadas da área metropolitana de Sidnei.


As novas regras incluem a eliminação do limite de duas horas para exercício e o aumento de duas para cinco pessoas vacinadas que podem reunir-se.


Dos 1.607 novos casos anunciados hoje, 1.083 ocorreram em Nova Gales do Sul, 507 em Victoria e 17 na área metropolitana de Camberra, enquanto centenas de milhares de pessoas foram vacinadas em todo o país.


A Austrália, que até há algumas semanas tinha seguido uma política rigorosa de supressão do vírus, assumiu que terá de abrir o país, apesar de isso significar um aumento das infeções devido principalmente à variante Delta, mais contagiosa.


“Esta é a tensão, haverá sempre pessoas que pensam que não somos suficientemente rígidos e haverá sempre outras que pensam que somos demasiado rígidos. (…) É por isso que o nosso plano de abertura é muito cauteloso”, disse Berejiklian.


No sábado, a polícia teve que usar gás pimenta contra manifestantes durante um protesto anti-confinamentos em Melbourne, a segunda maior cidade da Austrália.


Cerca de 1.000 manifestantes reuniram-se em Richmond depois de o local inicialmente previsto para o protesto ter sido alterado no último minuto para fugir das autoridades.


Durante o protesto houve um confronto violento envolvendo um grupo de manifestantes, tendo-se registado várias detenções.


A maioria dos manifestantes desafiou os regulamentos ao não usar máscaras.


A covid-19 provocou pelo menos 4.667.150 mortes em todo o mundo, entre mais de 226,96 milhões de infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse



HN (GC) // MSF


Lusa/fim

Tags

Sem comentários

deixar um comentário