28 Setembro 2021, 05:51

Covid-19: Casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave crescem no Brasil devido ao vírus

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Brasília, 04 jun 2021 (Lusa) – Treze das 27 unidades federativas do Brasil apresentaram uma tendência de aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), na maioria causados pela Covid-19, entre 23 e 29 de maio, informaram hoje fontes oficiais.


Os dados fazem parte do boletim do InfoGripe, da estatal brasileira Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que indica que apenas o Estado de Roraima registou tendência de queda dos casos a longo prazo.


O boletim alerta que, entre os Estados com tendência de estabilidade, muitos ainda estão com valores similares ou até mesmo superiores aos picos observados ao longo de 2020.


“Todas as regiões apresentam indicadores preocupantes, principalmente, os Estados da região sul e centro-oeste. Cerca de 96% dos casos de SARS são pelo novo coronavírus”, indicou em comunicado a Fiocruz, principal centro de investigação médica da América Latina, vinculada ao Ministério da Saúde brasileiro.


O “Observatório Covid-19” da Fiocruz salienta ainda que, diante da proximidade do inverno no hemisfério sul, o atual cenário da pandemia “pode-se exacerbar, com o surgimento de casos mais graves de Covid-19 e maior ocorrência de outras doenças respiratórias, que também necessitam de camas hospitalares”, num momento em que especialistas preveem uma terceira vaga da pandemia no país nas próximas semanas.


Além dos aumentos, a Fundação alertou para uma estabilização “com altos valores médios diários” de casos e óbitos devido ao novo coronavírus em alguns Estados.


“A maior parte dos estados apresenta a mesma tendência, o que pode ter como consequência o surgimento de milhares de casos graves que irão necessitar cuidados intensivos”, frisou o comunicado.


Os investigadores do “Observatório Covid-19” confirmaram também uma mudança no perfil demográfico da pandemia, que vem registando um aumento expressivo de casos, internações e óbitos nas gerações mais jovens.


“Considerando que as taxas de ocupação de camas dos cuidados intensivos constituem a ‘ponta do iceberg’ e que o Brasil ainda não alcançou uma queda sustentada de casos e óbitos, os investigadores alertam para o facto de que o país está diante de um momento crítico, com riscos reais de agravamento da pandemia nas próximas semanas”, reforça o documento, que destaca ainda a elevada mortalidade materna no país devido à covid-19.


Para que novas crises ou mesmo o colapso do sistema de saúde sejam evitados, os especialistas brasileiros pedem que sejam agilizadas as ações de imunização contra a doença e que sejam mantidas medidas não farmacológicas, como manutenção de “isolamento social, uso de máscaras, higiene das mãos e a não aglomeração”.


O Brasil, um dos países mais afetados pela pandemia em todo o mundo, totaliza 469.388 mortes e 16,8 milhões de casos de infeção pelo novo coronavírus e especialistas preveem uma terceira vaga da doença no país, nas próximas semanas.


Contudo, o Presidente, Jair Bolsonaro, continua a posicionar-se contra as medidas de isolamento social decretadas por governadores e prefeitos para travar a disseminação do vírus.


A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.704.003 mortos no mundo, resultantes de mais de 172 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.



MYMM // RBF


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