16 Setembro 2021, 19:24

Covid-19: Centro Europeu recomenda cautela na vacinação de adolescentes

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Lisboa, 01 jun 2021 (Lusa) – O Centro Europeu de Controlo de Doenças (CEDC) alertou hoje que a vacinação de adolescentes contra a covid-19 terá benefícios limitados quando comparada com a de outros grupos etários e recomendou cautela nas decisões dos Estados.


Antes de pensar em alargar a vacinação a adolescentes, os países devem “considerar cuidadosamente a situação epidemiológica e do processo de vacinação em grupos etários mais velhos”, defende o CEDC num relatório publicado hoje, salientando que é expectável uma “relação risco-benefício individual” reduzida em adolescentes.


“O benefício para a população em geral da vacinação de adolescentes será proporcional à transmissão do [coronavírus] SARS-CoV-2 dentro e a partir deste grupo etário”, indica o CEDC.


O organismo europeu salienta que falta saber muita coisa sobre a relação dos grupos etários mais jovens com a covid-19 e com o SARS-CoV-2, começando pela “eficácia da vacina contra a transmissão em adolescentes e jovens adultos”, sobre a qual “não existem dados”.


Além disso, “há informação muito escassa sobre a segurança pós-colocação no mercado das vacinas contra a covid-19” e sobre a circulação de variantes naquelas idades.


Para os adolescentes que contraem a covid-19, sabe-se pouco sobre as manifestações de longa duração da doença, o que torna difícil “quantificar o impacto real” nos adolescentes.


Por tudo isto, o CEDC recomenda que a vacinação de adolescentes seja avaliada “no contexto mais alargado da estratégia de vacinação contra a covid-19 para toda a população”, frisando que os benefícios de abranger este grupo etário dependerão da incidência das infeções.


Caso se opte por alargar a vacinação aos mais jovens, a prioridade deverá ser “os que estão em maior risco de formas graves de covid-19”, defende o CEDC


O organismo europeu considera que é importante continuar a vigiar a disseminação das variantes mais preocupantes entre os mais jovens.


É também preciso ter em conta a disponibilidade de vacina e as dificuldades no acesso a elas quando se debater a expansão da vacinação contra a covid-19 a outros grupos.




APN // HB


Lusa/fim

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