20 Janeiro 2022, 11:45

Covid-19: Comissária da Saúde insiste na urgência da vacinação em toda a UE

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

A comissária europeia da Saúde, Stella Kyriakides, insistiu hoje que é urgente colmatar o fosso de imunização contra a Covid-19 que se regista na União Europeia, onde seis Estados-membros têm uma taxa de vacinação inferior a 55%.

Na conferência de imprensa no final de uma reunião de ministros da Saúde dos 27, em Bruxelas, a comissária sublinhou que é necessário “vacinar o maior número de cidadãos da UE o mais rapidamente possível”, advertindo que “aglomerados ou bolsas de países ou regiões menos vacinados constituem um risco para a União no seu conjunto”.

Apontando que ainda há seis Estados-Membros “que têm uma taxa global de vacinação inferior a 55%” – Bulgária, Roménia, Eslováquia, Croácia, Polónia e Eslovénia -, a comissária afirmou que os países e regiões com taxas reduzidas de vacinação constituem um campo fértil “para variantes mais graves e transmissíveis”, pelo que “nunca é demais sublinhar a urgência de vacinar”.

“Estamos prontos a apoiar de todas as formas possíveis, inclusive através do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças [ECDC], que já se encontra presente no terreno, fornecendo aconselhamento e apoio em vários Estados-Membros”, disse, recordando que a União Europeia assegurou doses suficientes para que todos os cidadãos da UE possam completar a vacinação.

Kyriakides considerou, por outro lado, que “é encorajador” ver que as campanhas de reforço da vacinação, com a administração de uma terceira dose, estão a correr extremamente bem “em muitos Estados-Membros”, mas recordou a importância de todos os cidadãos continuarem a cumprir as regras sanitárias básicas, “que por esta altura já tão bem conhecem”.

“Todos sabemos que é difícil pedir novamente aos nossos cidadãos, após quase dois anos de pandemia, que continuem a aplicar esta autodisciplina e sigam estas medidas todos os dias. E é particularmente difícil agora, com o aproximar do período de festas de fim do ano, e muitos a quererem reunir-se com amigos e famílias. Mas se quisermos proteger-nos uns aos outros, estas medidas são tão importantes como sempre”, advertiu.

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