06 Setembro 2022, 16:34

Covid-19: Comunicadas 0,12% de reações adversas à vacina da Moderna e 0,10% à da Pfizer na UE

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Um total de 124 mil reações adversas à vacina anticovid-19 da Moderna e de 522 mil à da Pfizer/BioNTech foram comunicadas até início deste mês na União Europeia (UE), equivalente a 0,12% e 0,10%, informou hoje a EMA.

Dados hoje divulgados pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla inglesa), revelam que mais de 735 milhões de doses de vacinas anticovid-19 foram administradas a pessoas na UE e no Espaço Económico Europeu (EEE) até ao início de janeiro de 2022, tendo-se verificado alguns efeitos secundários “suaves e de curta duração” comunicados à plataforma EudraVigilance.

Em concreto, por vacina, 124.410 casos (0,12% do total) de suspeita de efeitos secundários foram comunicados pelos países da UE/EEE relativamente ao fármaco da Moderna, com o nome comercial Spikevax, de cerca de 103 milhões de doses administradas.

Deste total, 685 destes casos tiveram um resultado fatal.

No que toca ao fármaco da Pfizer/BioNTech, com o nome comercial Comirnaty, foram comunicados 522.530 casos (quase 0,10% do total) de suspeita de efeitos secundários pelos países da UE/EEE na EudraVigilance, dos quais 6.490 tiveram um resultado fatal, de um total de 545 milhões de doses administradas.

Estas têm sido as vacinas mais usadas na Europa.

Quanto a reações adversas do fármaco da AstraZeneca, com o nome comercial Vaxzevria, perto de 231.363 casos (cerca de 0,33% do total) de suspeita de efeitos secundários foram comunicados pelos países da UE/EEE, dos quais 1.378 relataram um resultado fatal, entre cerca de 69 milhões de doses administradas.

Já após a toma da vacina Janssen (do grupo Johnson & Johnson), cerca de 35.027 casos (perto de 0,19% do total) de suspeita de efeitos secundários foram comunicados pelos países da UE/EEE, 254 dos quais comunicaram um resultado fatal, de 18,7 milhões de doses administradas.

“Estes relatórios descrevem os efeitos secundários suspeitos em indivíduos, ou seja, eventos médicos observados após a utilização de uma vacina. O facto de alguém ter tido um problema médico ou ter morrido após a vacinação não significa necessariamente que tal tenha sido causado pela vacina. Isto pode ter sido causado, por exemplo, por problemas de saúde não relacionados com a vacinação”, ressalva a EMA.

Para a agência europeia, estes números revelam que “as vacinas anticovid-19 autorizadas [na UE e EEE] são seguras e eficazes”, até porque “graves problemas de segurança são extremamente raros”.

A plataforma EudraVigilance é a rede europeia de processamento de dados e sistema de notificação e avaliação de suspeitas de reações adversas a medicamentos que foram autorizados no Espaço Económico Europeu.

Dados de outra agência europeia, o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças, revelam que 315 milhões de pessoas na UE/EEE estão totalmente vacinadas contra a covid-19, o equivalente a 69,7% da população total.

Já no que toca à dose de reforço, foram administradas 181 milhões de doses adicionais na UE/EEE até ao momento.

A covid-19 provocou 5.553.124 mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 19.447 pessoas e foram contabilizados 2.059.595 casos de infeção, segundo a última atualização da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

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