08 Dezembro 2022, 01:58

Covid-19: Confinamento de não-vacinados “já está a dar frutos” — Chanceler austríaco

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Viena, 15 nov 2021 (Lusa) — O chanceler austríaco, Alexander Schallenberg, declarou hoje que o confinamento das pessoas não-vacinadas na Áustria é uma “medida difícil” mas que “já está a dar frutos”, referindo “o aumento maciço das inscrições nos centros de vacinação”.


“Não foi de ânimo leve que privámos parcialmente de liberdade uma parte da população, mas a medida já está a surtir efeito”, congratulou-se o chanceler, que tomou esta decisão inédita na União Europeia (UE) perante o agravamento da pandemia de covid-19 no país.


A Áustria enfrenta um aumento de novos casos, que atingiram o número mais elevado desde o início da pandemia — 12.000 por dia, em média, num país de 8,9 milhões de habitantes.


“A única hipótese de sair deste círculo vicioso é aumentar a taxa de vacinação”, que é “vergonhosamente baixa” (65% neste momento), insistiu o chanceler.


“Quero levar os não-vacinados a vacinarem-se, e não trancar os vacinados em casa”, acrescentou ainda, descartando as acusações de discriminação ou violação dos direitos fundamentais dos cidadãos não-vacinados.


De acordo com Schallenberg, naquele país da Europa central, quase meio milhão de pessoas recebeu uma dose da vacina na semana passada, para 128.813 das quais foi a primeira dose, antecipando a aplicação das restrições.


“Não posso imaginar que dois terços da população estejam dispostos a renunciar às suas liberdades e a aceitar um confinamento por solidariedade com o terço que ainda não foi vacinado”, sublinhou o chefe do executivo austríaco.


Inquirido também sobre a vacinação das crianças com idade entre cinco e 11 anos, já posta em prática pela cidade de Viena, o chanceler disse esperar que a Agência Europeia do Medicamento (EMA) dê ‘luz verde’ “daqui a duas semanas”, acrescentando que “se for o caso”, emitirá “um apelo para que as crianças sejam vacinadas”.


A covid-19 causou pelo menos 5.098.386 mortes em todo o mundo, entre 253,17 milhões de infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência noticiosa France-Presse, com base em dados oficiais.


Em Portugal, morreram, desde março de 2020, 18.265 pessoas e foram contabilizados 1.108.462 casos de infeção, de acordo com dados da Direção-Geral da Saúde.


A doença é causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.



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