08 Dezembro 2021, 09:21

Covid-19: Cruz Vermelha pede “ação urgente” para enfrentar oposição às vacinas na Europa

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Genebra, 30 set 2021 (Lusa) – O Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) pediu hoje uma “ação urgente” para enfrentar a oposição às vacinas contra a covid-19 na Europa, e denunciou um aumento nos ataques à infraestrutura e funcionários da saúde.


A desinformação sobre os efeitos colaterais das vacinas e os seus riscos potenciais, juntamente com a oposição ao uso de “passes sanitários” introduzidos em alguns países, tem causado incidentes em serviços médicos, meios de comunicação e outros alvos em países como Itália, Reino Unido, Países Baixos ou França.


“É necessário um maior compromisso com a sociedade para enfrentar as dúvidas, mitos e desinformação que cercam as vacinas, porque se não enfrentarmos os temores da opinião pública, as doses podem não chegar aos que estão em maior risco”, disse a diretora do CICV para Europa, Birgitte Bischoff.


Apesar das correntes minoritárias contrárias à vacinação, as investigações feitas pela federação destacam que três quartos da população da maioria dos países estão dispostos a vacinarem-se e os dados mostram que essa percentagem aumenta à medida que as imunizações também aumentam numa comunidade.


A Cruz Vermelha avisa que a pandemia ainda está longe de acabar na Europa, onde cerca de 2.000 pessoas morrem diariamente devido à covid-19 e mais de um milhão são infetados semanalmente.


Apesar da diminuição global de casos e mortes, o CICV alerta que, em metade dos países europeus, as hospitalizações causadas pela doença ainda estão a aumentar, por exemplo, em países como a Bulgária ou a Roménia, que têm taxas de vacinação relativamente baixas.


A covid-19 provocou pelo menos 4.762.596 mortes em todo o mundo, entre 232,78 milhões infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.


A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.



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