12 Agosto 2022, 13:19

Covid-19: Espanha tem hoje quase 12.000 novos casos e 149 mortes

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Madrid, 18 dez 2020 (Lusa) — A Espanha registou hoje 11.815 novos casos de covid-19, elevando para 1.797.236 o total de infetados até agora no país, segundo números divulgados pelo Ministério da Saúde espanhol.


As autoridades sanitárias espanholas também contabilizaram mais 149 mortes desde quinta-feira atribuídas à covid-19, passando o total de óbitos para 48.926.


O nível de incidência acumulada (pessoas contagiadas) em Espanha está a aumentar desde há uma semana, havendo hoje 214 casos diagnosticados por 100.000 habitantes nos últimos 14 dias (mais sete do que na quinta-feira), sendo as regiões com os níveis mais elevados a de Baleares (338), Madrid (277), Comunidade Valenciana (272) e País Basco (255).


O aumento do índice de contágios tem levado as comunidades autónomas espanholas, que têm autonomia em matéria de saúde, a tomarem mais medidas restritivas durante a época de Natal.


O Governo central e as comunidades autónomas espanholas tinham chegado no início do corrente mês a acordo sobre o plano geral para travar os contágios de covid-19 durante o Natal que inclui a proibição de viajar entre regiões, com exceção das reuniões familiares.


A Comunidade de Madrid reduziu hoje o limite permitido das reuniões de Natal de dez para seis pessoas com um máximo de dois grupos de pessoas que vivem debaixo do mesmo teto para tentar conter a propagação da covid-19.


Por outro lado, o executivo regional da Catalunha também anunciou esta manhã que vai apenas permitir que os cidadãos circulem na comarca em que vivem, exceto para visitas a familiares durante as férias de Natal, sem alterar o máximo de 10 pessoas que se podem reunir em casa, e estabelecer faixas horárias em bares e restaurantes para estarem abertas apenas à hora das refeições.


Nas últimas 24 horas, deram entrada nos hospitais 1.131 pessoas com a doença, das quais 232 na Catalunha, 188 em Madrid e 160 na Comunidade Valenciana.


A pressão hospitalar diminui hoje, havendo em todo o país 11.224 pessoas hospitalizadas com a covid-19, o que corresponde a 9,14% das camas, das quais 1.920 pacientes em unidades de cuidados intensivos, 20,10% das camas desse serviço.


Espanha vai começar a vacinar a sua população contra a covid-19 no dia 27 de dezembro, domingo, um dia depois de receber as primeiras doses da vacina, anunciou hoje em Madrid o ministro da Saúde espanhol.


Salvador Illa explicou hoje em conferência de imprensa que as vacinas vão ser distribuídas por todas as comunidades autónomas espanholas e que os residentes em centros de saúde social (lares de idosos e outros) e o pessoal que aí trabalha serão os primeiros a ser vacinados.


O responsável governamental disse que o número de doses que o país vai receber tem ainda de ser confirmado pela Comissão Europeia, mas assegurou que, até ao fim do processo de vacinação, “haverá um número de doses suficientes para toda a população de Espanha”.


Os reis de Espanha presidiram hoje à inauguração de um monumento em homenagem aos profissionais de saúde e àqueles que morreram no exercício da sua profissão durante a pandemia de covid-19, cerimónia marcada por protestos contra o Governo.


Durante a homenagem ouviram-se gritos de populares a pedir a demissão do ministro da Saúde, Salvador Illa, criticado pela direita pela sua gestão da luta contra a pandemia.


O monumento inaugurado é uma escultura do artista catalão Jaume Plensa denominada “A Árvore da Vida” feita em aço inoxidável e com mais de sete metros e meio de altura e seis toneladas de peso que representa um coração no topo de uma coluna formada por letras de diferentes alfabetos.


A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.662.792 mortos resultantes de mais de 74,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.


Em Portugal, morreram 5.977 pessoas dos 366.952 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.


A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.



FPB // EL


Lusa/Fim

Sem comentários

deixar um comentário