06 Dezembro 2021, 23:49

Covid-19: Farmacêutica brasileira produz primeiro lote da vacina russa Sputnik V

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Moscovo, 20 mai 2021 (Lusa) – A farmacêutica brasileira União Química produziu o primeiro lote da vacina russa Sputnik V contra a covid-19, de acordo com um comunicado divulgado hoje pelo Fundo Russo de Investimento Direto (FIDR).


“Depois de passar pelo procedimento de controlo de qualidade do Centro Gamaleya, a vacina produzida pela União Química será exportada para outros países da América Latina no combate à covid-19”, lê-se no comunicado do fundo soberano russo.


O FIDR transferiu para a União Química a tecnologia necessária para o início da produção, além de documentação científica e biomateriais.


No início de janeiro, o presidente da farmacêutica brasileira, Fernando de Castro Marques, viajou para a Rússia para visitar os centros de produção do Sputnik V.


Depois disso ambas as partes concordaram em fornecer neste ano 150 milhões de doses da Sputnik V aos países latino-americanos.


No final de abril, os criadores da vacina Sputnik V criticaram a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o órgão regulador e de vigilância sanitária do Brasil, de proibir a importação da mesma vacina russa que tinha sido fabricada fora do país.


Os fabricantes do imunizante rejeitaram críticas feitas pela Anvisa sobre falta de documentação e problemas nas informações enviadas e acusaram os Estados Unidos de pressionar as autoridades brasileiras a desistir da Sputnik V.


O uso do imunizante russo fabricado no país ou de lotes importados ainda não foi autorizado pela Anvisa.


O Brasil ocupa o terceiro lugar no mundo em número de positivos para covid-19, com 15,8 milhões de infetados pelo coronavírus, que já custou a vida de 441.691 pessoas no país.


A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.419.488 mortos no mundo, resultantes de mais de 164,8 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.


A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.



CYR // JH


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