18 Outubro 2021, 11:13

Covid-19: Francesa Sanofi vai enfrascar vacinas das concorrentes Pfizer e BioNTech

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Paris, 26 jan 2021 (Lusa) — A Sanofi vai enfrascar e acondicionar as vacinas contra a covid-19 dos seus concorrentes Pfizer e BioNTech, anunciou hoje o diretor-geral daquela farmacêutica francesa, Paul Hudson.


Sem ter ainda uma vacina própria, o laboratório vai ajudar a embalar mais de 100 milhões de doses da rival norte-americana, destinadas à União Europeia, após o Governo francês lhe ter pedido, várias vezes, para disponibilizar as suas linhas de produção aos concorrentes.


Numa entrevista ao jornal Le Figaro, Paul Hudson explicou que a Sanofi vai utilizar a sua fábrica na Alemanha, em Frankfurt, para embalar a vacina que lhe será fornecida pela Pfizer e BioNTech a partir de julho.


“Estando este local de produção localizado perto da sede da BioNTech [em Mainz], isso vai facilitar o processo”, defendeu o CEO do grupo francês.


O acordo é alcançado num momento em que vários laboratórios estão em dificuldades para manter as cadências de produção elevadas de forma a respeitar os contratos de distribuição que assinaram.


O grupo americano Pfizer e a empresa de biotecnologia alemã BioNTech foram os primeiros a advertir, este mês, que não conseguiriam cumprir a calendarização inicialmente acordada com a União Europeia, antes de dizer que podiam limitar a uma semana o atraso nas entregas.


Na semana passada, foi a vez da britânica AstraZeneca, cuja vacina ainda não foi aprovada pela Agência Europeia do Medicamento (EMA), indicar que as suas entregas seriam inferiores ao previsto no primeiro trimestre, causando a indignação da União Europeia.


Hoje mesmo, a presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula von der Leyen, pressionou os fabricantes ao dizer que devem “honrar as suas obrigações”.


“A Europa investiu milhares de milhão [de euros] para desenvolver as primeiras vacinas e criar um verdadeiro bem comum a nível mundial. Agora é a vez de as empresas cumprirem as suas promessas”, defendeu a presidente da CE.


Em resposta, o diretor-geral da AstraZeneca, Pascal Soriot, garantiu ao Le Figaro que o seu grupo “com certeza não tira vacinas aos europeus para vendê-las com lucro noutros locais”, mas falou em preocupações relacionadas com a produção que têm de ser resolvidas.


A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.149.818 mortos resultantes de mais de 100 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço da Universidade Johns Hopkins, dos EUA.


Em Portugal, morreram 11.012 pessoas dos 653.878 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.


 


SYL // JLS


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