29 Setembro 2022, 15:27

Covid-19: Instituto de Saúde Pública do Porto relança inquéritos “Diários de uma Pandemia”

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Porto, 05 fev 2021 (Lusa) — O Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) voltou hoje a lançar os inquéritos “Diários de uma Pandemia” com o intuito de perceber o que “mudou” no dia-a-dia das pessoas desde o primeiro confinamento.


Em declarações à agência Lusa, a investigadora do ISPUP Raquel Lucas explicou hoje que o intuito desta segunda edição dos ‘Diários de uma Pandemia’ é “perceber o dia-a-dia da população portuguesa”, à semelhança do que foi feito na primeira edição.


“Suspendemos a iniciativa numa altura em que o número de casos era relativamente baixo, mas com a subida mais recente [do número de infetados] torna-se evidente de que esta é uma emergência de saúde pública que ainda está longe de ser resolvida”, salientou.


Os “Diários de uma Pandemia”, uma iniciativa desenvolvida pelo ISPUP e pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), em colaboração com o jornal Público, visam, com base em dados sobre as rotinas diárias da população, compreender a adaptação à covid-19.


Na primeira edição da iniciativa participaram mais de 13.000 pessoas de várias idades e regiões do país que, de março a agosto de 2020, responderam a mais de 350.000 inquéritos sobre o tipo de contactos, utilização dos serviços de saúde, testes de rastreio e frequência de estabelecimentos comerciais.


Segundo Raquel Lucas, além do dia-a-dia da população, o objetivo desta segunda edição é também perceber “o que mudou desde o primeiro confinamento” e como “evoluiu a forma como as pessoas encaram e gerem o facto de estarmos a viver uma pandemia”.


Os “Diários de uma Pandemia” deverão, à semelhança da anterior edição, ficar disponíveis entre os próximos três a cinco meses, sendo que a ideia dos investigadores passa por “manter em aberto” a hipótese.


“Nunca vamos prolongar demasiado tempo, mas queremos manter em aberto até fazer sentido do ponto de vista epidemiológico”, afirmou, acrescentando que a informação recolhida permite também perceber o impacto das políticas públicas.


Com o novo lançamento, os investigadores do ISPUP querem também “olhar para o que vai ser o desconfinamento” do país, bem como o processo de vacinação.


À Lusa, Raquel Lucas adiantou ainda que uma das principais conclusões da primeira edição desta iniciativa foi que “o teletrabalho e confinamento são um privilégio para determinados setores da sociedade, definidos como fatores socioeconómicos e de atividade”.


O facto das pessoas com mais idade se manterem menos ansiosas e mais esperançosas em relação ao futuro e de que nem todas as pessoas têm a possibilidade de ficar em casa em caso de terem sintomas e não terem realizado o teste, foram outras das conclusões a que os “Diários de uma Pandemia” permitiram chegar.


A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.285.334 mortos resultantes de mais de 104,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.


Em Portugal, morreram 13.740 pessoas dos 755.774 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.


 


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