26 Janeiro 2022, 20:46

Covid-19: Itália determina uso obrigatório de máscara na via pública

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Roma, 23 dez 2021 (Lusa) — O governo italiano determinou hoje obrigatório uso da máscara cirúrgica na via pública em todo o país, para controlar a disseminação da variante Ómicron da covid-19, anunciou o ministro da Saúde, Roberto Speranza, após uma reunião de gabinete.


O governante não adiantou a partir de que data a medida será aplicada, mas acrescentou que a máscara de proteção passará a ser obrigatória no acesso aos cinemas, teatros, eventos desportivos e transportes públicos.


“É uma fase difícil” que o país atravessa face ao surto de contaminações pela variante Ómicron da covid-19, reconheceu Roberto Speranza, assegurando que as novas medidas “podem criar uma proteção mais forte” para a população italiana e para o Serviço Nacional de Saúde.


O governo decidiu, portanto, reduzir a partir de 01 de fevereiro de 2022 a validade do certificado de saúde de nove para seis meses e também diminuir o tempo para a inoculação da terceira dose, que inicialmente estava estabelecido em seis meses — já foi reduzido para cinco meses e agora deve cair para quatro.


A data de entrada em vigo deste período de quatro meses será decidida em breve, indicou o ministro da Saúde.


Em relação às restrições, além do uso obrigatório de máscara, estão proibidos eventos e festas que envolvam a participação de muitas pessoas até ao final de janeiro, cancelando todos espetáculos de passagem de ano.


As discotecas e os bares também vão permanecer encerrados até 31 de janeiro.


“O governo elevou ainda mais o nível de alerta” à covid-19, garantiu o governante, na véspera dos “dias especiais que estão a chegar agora, Nata e Ano Novo”.


De acordo com um relatório divulgado hoje pelo Instituto Superior de Saúde (ISS), a variante Ómicron é responsável por cerca de 28% dos casos de infetados em Itália.


“Mesmo que os resultados ainda sejam preliminares, a estimativa confirma a alta velocidade de propagação desse variante, que parece provocar focos de contaminação em pouco tempo e está prestes a tornar-se rapidamente na variante predominante, como já é em vários outros países europeus”, comentou o presidente da ISS, Silvio Brusaferro, citado em comunicado.


Em Itália já morreram mais 136 mil pessoas devido à pandemia.


Apesar de uma alta taxa de vacinações — mais de 85% da população com mais de 12 anos está totalmente vacinada, quase 89% receberam pelo menos uma dose e já foram inoculadas 3,5% das crianças dos cinco aos 11 anos — o número de casos continua a subir.



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