19 Outubro 2021, 18:32

Covid-19: Líder do BE defende que hospitais privados têm de estar sob alçada do SNS

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Santa Maria da Feira, Aveiro, 08 jan 2021 (Lusa) – A líder do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, defendeu hoje que os hospitais privados têm de ficar sob a alçada do Serviço Nacional de Saúde (SNS) para responder à pandemia de covid-19.


“É fundamental e urgente que o Governo utilize o poder que tem pelo estado de emergência de pôr sob alçada do SNS toda a capacidade de saúde instalada em Portugal, incluindo do setor social e do setor privado”, disse Catarina Martins.


A líder bloquista falava aos jornalistas à saída de uma reunião com o Sindicato dos Operários Corticeiros do Norte, em Santa Maria da Feira, no distrito de Aveiro.


“Nós fazemos as exigências mais brutais aos vários setores da economia. Para-se restauração, para-se cultura, para-se setores do turismo, para-se tantos setores e só os privados da saúde é que não podem ser chamados à sua responsabilidade neste momento? Seguramente podem”, disse Catarina Martins.


Para a líder bloquista, os hospitais privados “têm de ficar sob alçada do SNS e a preço justo”, para serem “uma parte da garantia do acesso à saúde a todas as pessoas, doentes covid e não covid em Portugal”.


“Dizemos isso desde o primeiro estado de emergência e infelizmente o Governo ainda não o fez”, afirmou.


Catarina Martins remeteu ainda para sábado, após uma reunião com o primeiro-ministro, uma posição do ser partido relativamente a um possível novo confinamento geral, mas reconheceu, contudo, que a situação é “muito preocupante”.


“Trinta mil novos infetados em três dias, numa altura em que o SNS já estava sob tanta pressão é seguramente muito preocupante. São mais de 500 pessoas em cuidados intensivos com uma pressão que tende a aumentar”, referiu.


Considerou ainda que as medidas que têm vindo a ser implementadas não estão a ter “grandes resultados” e disse que tem havido falta de informação para explicar as regras de restrição.


“Na verdade, em Portugal nunca houve, até agora, campanhas alargadas, generalizadas, de informação e pedagogia à população (…) Nós temos às vezes horas de conferência de imprensa sobre o número de novos casos, mas não temos muita pedagogia sobre a situação de contágio e como é que este vírus se propaga”, disse.


A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.899.936 mortos resultantes de mais de 88 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.


Em Portugal, morreram 7.590 pessoas dos 466.709 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.


O estado de emergência decretado em 09 de novembro para combater a pandemia foi renovado com efeitos desde as 00:00 de 08 de janeiro, até dia 15.


 


JDN // SF


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