07 Setembro 2022, 08:18

Covid-19: Madeira recebe atualmente mais turismo nacional do que em 2019

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Funchal, Madeira, 30 jun 2021 (Lusa) – O número de dormidas geradas pelo mercado nacional na Madeira, em junho de 2021, superou os valores de 2019, com mais 21,1%, informou hoje a Direção Regional de Estatísticas (DREM) do arquipélago.


“Note-se que face a junho de 2019, a variação nas dormidas produzidas por residentes em Portugal foi de +21,1%, enquanto no caso dos residentes no estrangeiro fixou-se nos -65,5%. Os hóspedes entrados com residência no país terão sido de 35,6 mil, valor muito próximo dos residentes no estrangeiro, que foram 35,9 mil”, pode ler-se no comunicado da DREM.


Segundo o documento, em junho do presente ano entraram nos estabelecimentos de alojamento turístico do arquipélago cerca de “71,6 mil hóspedes, que originaram 366,4 mil dormidas”, o que indica uma variação expressiva em relação ao ano transato de +1027,5% no número de hóspedes e de +1749,2% nas dormidas.


Já as dormidas de residentes em Portugal tiveram um aumento de 693,6% relativamente a 2020, atingindo as 141,1 mil, representando 38,5% do total. Em relação aos residentes no estrangeiro, houve um aumento de 10.997% relativamente a junho de 2020, situando-se em 225,3 mil.


Em junho do ano homólogo, com as medidas inerentes à pandemia, a atividade turística registou apenas 6.347 hóspedes e cerca de 19,8 mil dormidas.


“Contudo, se se comparar junho de 2021 com junho de 2019, as quebras ainda são evidentes, com o número de hóspedes entrados a cair 46,0% e as dormidas 52,4%”, menciona ainda a mesma nota, ressalvando que o valor das dormidas de junho de 2021 “é o mais elevado desde o início da pandemia”.


O setor do alojamento turístico na região registou -34,4% no primeiro semestre de 2021, do que em igual período de 2020, totalizando 965,6 mil dormidas.


“No país, em junho de 2021, o mercado interno (peso de 58,7%) contribuiu com 2,0 milhões de dormidas e os mercados externos com 1,4 milhões. Comparando com o mês de junho de 2019, observaram-se decréscimos de 7,6% nas dormidas de residentes e de 72,0% nas de não residentes”, refere a direção regional.


Na Madeira, os principais mercados externos registaram uma “forte recuperação em termos de dormidas” em relação a maio, apontando uma subida de 52,9%.


O mercado proveniente do Reino Unido contabilizou 44 mil, da Alemanha 35 mil e França 25,3 mil.


“Em junho, 42% dos estabelecimentos de alojamento turístico terão estado encerrados ou não registaram movimento de hóspedes. A hotelaria contabilizou, no mês de referência, 71,6% dos estabelecimentos com movimento de hóspedes (60,8% em maio)”, menciona a DREM.


As dormidas do alojamento turístico, nos primeiros seis meses, apresentam uma quebra de 40,8%, uma variação mais penalizadora que a verificada a nível nacional (-21,3%), anunciou a direção regional, referindo que “para efeitos de comparabilidade com os dados divulgados pelo INE [Instituto Nacional de Estatística] é necessário excluir o alojamento local com menos de 10 camas.


Segundo o último boletim epidemiológico publicado pela Direção Regional da Saúde (DRS), a Madeira diagnosticou 16 novos casos de covid-19 e mais 24 doentes recuperados nas últimas 24 horas, registando a região 241 situações ativas.


A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 4.202.179 mortos em todo o mundo, entre mais de 196,5 milhões de casos de infeção pelo novo coronavírus, segundo o balanço mais recente da agência France-Presse.


Em Portugal, desde o início da pandemia, em março de 2020, morreram 17.344 pessoas e foram registados 966.041 casos de infeção, segundo a Direção-Geral da Saúde.


A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil e Peru.


 


SFYR (AMB) // MLS


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