16 Setembro 2021, 19:14

Covid-19: Mais de 90% das linhas de crédito às empresas em Cabo Verde já foram gastas

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Praia, 09 jun 2021 (Lusa) – Mais de 90% do valor das linhas de crédito covid-19, lançadas em 2020 pelo Governo cabo-verdiano para mitigar as dificuldades das empresas, já foi atribuído, com mais 50 contratos de financiamento só este ano, segundo dados oficiais.


De acordo com dados de um relatório do banco central compilados hoje pela Lusa, os novos 50 contratos de financiamento ao abrigo dessas quatro linhas de crédito, com aval do Estado, fechados entre janeiro e março de 2021 contribuíram para o aumento dos ‘stocks’ utilizados e concedidos, respetivamente, em 202 milhões de escudos (1,8 milhões de euros) e 227 milhões de escudos (dois milhões de euros).


“Até março de 2021, tinha sido contratado 91% do valor total de 3.300 milhões de escudos das quatro linhas de crédito covid-19”, conclui o relatório do banco central, justificando desta forma o crescimento de 1,1% do crédito à economia em Cabo Verde nos primeiros três meses deste ano.


Até praticamente final de 2020 tinham sido aprovados mais de 350 contratos de crédito ao abrigo destas linhas de financiamento.


No final de março de 2020, com as primeiras consequências económicas da pandemia de covid-19, o primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, anunciou um conjunto de medidas para “apoiar as empresas e aumentar a sua liquidez”, nomeadamente a criação de quatro linhas de crédito e autorizadas garantias do Estado.


“Asseguram-se linhas de crédito suportadas pelo sistema bancário, no valor global até quatro milhões de contos [36,2 milhões de euros, incluindo uma linha para pequenas empresas nas compras públicas], com garantias do Estado que podem chegar aos 100% do financiamento, com carência de capital e de juros até seis meses e amortização em quatro a cinco anos”, anunciou Ulisses Correia e Silva.


Em concreto, a primeira linha de financiamento, no valor de mil milhões de escudos (nove milhões de euros), destina-se às grandes empresas em todas as áreas de atividade, com garantia do Estado de até 50%.


A segunda linha de financiamento, no mesmo valor, destina-se a empresas nos setores do turismo, restauração, organização de eventos e setores conexos, agências de viagens, transportes, animação e similares, com garantia até 80%.


Para as pequenas e médias empresas, foi lançada uma terceira linha de financiamento, igualmente de mil milhões de escudos, em todos os setores da atividade e com garantia do Estado até 100%.


Foi criada uma quarta linha de financiamento, de 300 milhões de escudos (2,7 milhões de euros), para microempresas, em todos os setores, com garantia até 100%, além de alocados 700 milhões de escudos (6,3 milhões de euros) para a linha de garantias para as micro, pequenas e médias empresas, destinada a suportar operações de compras públicas.



PVJ // VM


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