20 Janeiro 2022, 10:39

Covid-19: Moçambique perdeu 83% da receita num dos principais destinos turísticos – associação

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Maputo, 27 nov 2021 (Lusa) — A contribuição anual de Vilanculos, um dos principais destinos turísticos de Moçambique, para os cofres do Estado caiu 83% em 2020 face ao ano anterior, devido à pandemia, disse à Lusa fonte oficial.


Segundo o presidente da Associação de Turismo de Vilanculos, na província de Inhambane, Yassin Amuji, as receitas desta região para os cofres do Estado caíram de 120 milhões de meticais (1,6 milhões de euros) em 2019 para 20 milhões de meticais (280 mil euros) em 2020.


“Nós sofremos muito quando a covid-19 eclodiu em março do ano passado. Os nossos hotéis ficaram entre cinco e seis meses encerrados, o que teve impacto nas nossas receitas”, explicou à Lusa.


As restrições impostas pela pandemia tiveram impacto em quase todos os 154 operadores turísticos daquele distrito turístico 714 quilómetros a norte da capital moçambicana (Maputo), obrigando-os a reinventarem-se para manter o negócio e pagar salários.


“Quando em novembro começámos a reabrir com a redução dos números da covid-19, começámos a apostar numa estratégia de marketing digital mais agressiva para os nacionais e começámos a sentir algum fluxo, que está gradualmente a aumentar”, frisou Yassin Amuji.


Segundo o presidente da Associação de Turismo de Vilanculos, com a considerável redução de novas infeções por covid-19, a ambição agora é relançar o distrito, num modelo sustentável e que dê benefícios também às comunidades, que na maioria dependem da pesca artesanal. 


“Tenho sempre defendido que temos de começar a olhar mais para a produção de peixe em cativeiro, isso vai poupar o tempo dos pescadores, que agora vão para o mar às 05:00 e voltam às 17:00”, declarou.


Embora admita que há receios do impacto de uma nova vaga da pandemia em Moçambique, Yassin Amuji considera fundamental a adoção de estratégias alternativas para fazer face à covid-19.


“A pandemia veio para ficar e nós temos de encontrar novas alternativas. Vamos ter de trabalhar para retomar o nosso fluxo turístico e retomar a nossa economia: temos de atingir os 120 milhões meticais anuais de contribuição para o Estado moçambicano”, frisou Yassin Amuji, acrescentando que as projeções para o próximo ano são positivas, na medida em que o distrito se prepara para acolher o campeonato africano de futebol de praia.


Vilanculos é uma das principais referências turísticas de Moçambique com 182 quilómetros de praia, 134 lagoas e florestas quase intactas.


 


EYAC // VM


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