19 Setembro 2021, 03:57

Covid-19: “Não é de medidas incoerentes que o país precisa” – Jerónimo de Sousa

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Lisboa, 17 jun 2021 (Lusa) – O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, criticou hoje as medidas sanitárias anunciadas pelo Governo para a Área Metropolitana de Lisboa para conter a pandemia, defendendo que “não é de medidas incoerentes que o país precisa”.


“O Governo insiste em fazer das restrições e de confinamentos a sua resposta aos problemas da epidemia. Não é de medidas incoerentes que o país precisa”, disse Jerónimo de Sousa no início da sua intervenção num seminário do PCP, em Lisboa, sobre os impactos das políticas da União Europeia.


O Conselho de Ministros anunciou hoje que, para conter o aumento de incidência de covid-19, fica proibida a circulação de e para a Área Metropolitana de Lisboa ao fim-de-semana, entre as 15:00 de dia 18 de junho e as 06:00 de 21 de junho.


Para o secretário-geral do PCP, “o que se exige e é indispensável, quer para a retoma da atividade, quer para a defesa da saúde, são medidas que acelerem a vacinação, incluindo com o reforço de meios, o rastreio e a testagem”.


“Isso sim, as pessoas perceberiam”, reforçou Jerónimo de Sousa.


Após as críticas ao Governo, o líder comunista prosseguiu a sua intervenção no seminário sobre “o papel da produção nacional na promoção do desenvolvimento do país”, uma iniciativa promovida pelos deputados do PCP no parlamento europeu, João Ferreira, Sandra Pereira e João Pimenta Lopes.


Neste contexto, Jerónimo de Sousa defendeu a necessidade de o país “substituir importações por produção nacional” sobretudo nas áreas dos alimentos, medicamentos, meios e equipamentos de transporte e energia.


“O país precisa de investir e investir muito para um virar de página na defesa da produção nacional. Precisa de utilizar os fundos comunitários incluindo o PRR [Plano de de Recuperação e Resiliência] também para esse fim, precisa que o Orçamento do Estado comporte um aumento significativo do investimento público de forma duradoura, na ordem dos 5% do PIB”, afirmou.



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