27 Janeiro 2022, 23:40

Covid-19: Países Baixos reabrem escolas depois de um mês de encerramento

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Haia, Países Baixos, 03 jan 2022 (Lusa) — O governo neerlandês decidiu hoje reabrir as escolas primárias e secundárias em 10 de janeiro, mantendo obrigatórias as aulas virtuais no ensino superior, cujo encerramento foi antecipado uma semana antes do Natal devido à disseminação da variante Ómicron.


O executivo liderado por Mark Rutte segue as recomendações da Comissão de Gestão de Surtos (OMT), que considerou “justificada” a reabertura de escolas, institutos e escolas de educação especial, assim como de atividades extracurriculares.


“A OMT observa que as infeções entre os mais jovens diminuíram”, disse o ministro da Educação, Arie Slob.


Os alunos que apresentarem sintomas devem ficar em casa e fazer o teste, e as escolas devem definir rotas para caminhar nos passeios e horários para evitar contactos entre os diferentes níveis escolares no recreio.


As regras também se aplicam aos funcionários, que devem manter uma distância de segurança de 1,5 metros, e aos pais, que deverão ficar do lado de fora das instalações dos estabelecimentos de ensino. As reuniões de docentes serão realizadas de forma virtual.


A partir do quarto ano, as crianças devem usar máscara nos corredores, assim com os professores.


Além disso, estando vacinados ou não, terão de realizar o teste de antigénio em casa duas vezes por semana e, se forem positivos, toda a família terá que cumprir isolamento até efetuar um teste PCR.


O ensino superior terá de continuar a educar à distância devido ao aumento de infeções nessa faixa etária.


O objetivo é dar aos estudantes universitários mais tempo para receberem a dose de reforço, uma vez que os nascidos antes do ano 2000 já podem fazer marcação para serem inoculados.


“É um duro golpe para os alunos. Este é mais um período de solidão, sintomas de depressão e problemas de concentração, sem um fim definido. A resiliência de muitos de jovens esgotou-se”, alertou Ama Boahene, presidente da União Nacional dos Estudantes (LSVb).


Em meados de dezembro de 2021, o governo dos Países Baixos introduziu um “confinamento rígido”, no qual exigiu o encerramento de todas as atividades não essenciais até 14 de janeiro, e as escolas até ao dia 09 do mesmo mês, e a limitação do número de visitantes a uma casa para duas pessoas, não tendo decretado limitação à mobilidade.


De acordo com o Instituto de Saúde Pública (RIVM) holandês, foram registados 14.623 novos casos positivos no país nas últimas 24 horas, quase menos 3.000 do que no dia anterior, embora o número médio de casos tenha aumentado na última semana.


Um total de 1.743 pessoas estão internadas em hospitais, dos quais 488 estão em unidades de cuidados intensivos (UCI). Há 13 pacientes neerlandeses internados em UCI na vizinha Alemanha.



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Lusa/Fim

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