29 Janeiro 2022, 01:35

Covid-19: Presidente moçambicano repudia restrições de viagens para África Austral

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Maputo, 15 dez 2021 (Lusa) — O Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, considerou que as restrições de viagens para a África Austral vão limitar o acesso a bens essenciais por parte dos países da região e afetar a vida social e económica das nações atingidas.


A emissora pública Rádio Moçambique noticiou hoje que Filipe Nyusi expressou a sua preocupação com a decisão de vários países, incluindo da União Europeia (UE), de impor restrições nos voos para África Austral, na sequência da descoberta da variante Ómicron da covid-19, numa mensagem que o estadista enviou ao Presidente do Maláui e em exercício da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), Lazarus Chakwera.


“A proibição de viagens vai prejudicar o setor turístico e interferir negativamente no transporte de bens essenciais”, refere a mensagem de Nyusi.


O chefe de Estado moçambicano alertou para o risco do agravamento de dificuldades no acesso a vacinas e testes de covid-19 por parte dos países da SADC, devido a limitações nas viagens.


Nyusi felicitou o presidente em exercício da SADC por ter recentemente denunciado como “instintiva” a decisão de impedir voos para a África Austral.


Vários países proibiram voos regulares com os estados da África Austral, na sequência da recente descoberta da Ómicron na África do Sul.


A covid-19 provocou pelo menos 5.311.914 mortes em todo o mundo, entre mais de 269 milhões infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.


A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.


A variante Ómicron, classificada como “preocupante” pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detetada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, a 24 de novembro, foram notificadas infeções em pelo menos 57 países de todos os continentes, incluindo Portugal.


 


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