12 Agosto 2022, 10:11

Covid-19: Primeiro-ministro destaca “eliminação praticamente total” das restrições

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Bruxelas, 18 fev 2022 (Lusa) — O primeiro-ministro, António Costa, destacou hoje a “eliminação praticamente total” das medidas restritivas relacionadas com a covid-19, apontando que essas restrições permitiram ao país “libertar-se do risco da contaminação” com SARS-CoV-2.


“As decisões ontem [quinta-feira] tomadas no Conselho de Ministros preveem a eliminação praticamente total das medidas que ainda existem e fixou também o momento em que as poucas que vão subsistir irão desaparecer”, afirmou António Costa, falando aos jornalistas portugueses em Bruxelas.


Em declarações à imprensa no final de uma cimeira da União Europeia com a União Africana e um dia após um encontro informal de líderes europeus sobre a crise ucraniana, o chefe de Governo português vincou: “Estas restrições têm sido uma forma de nos libertarmos do risco da contaminação e da pandemia”.


A melhoria de vários indicadores relacionados com a pandemia de covid-19 levou o Governo a aprovar na quinta-feira o levantamento de várias restrições, um alívio de medidas que considerou ser “mais um passo para o regresso a uma vida normal”.


Portugal continental vai, desde logo, deixar de estar em situação de calamidade para entrar em alerta, o nível mais baixo de resposta a situações de catástrofes da Lei de Base da Proteção Civil e que vai vigorar até 07 de março.


A situação de calamidade, nível de resposta mais elevado, estava em vigor desde 01 de dezembro de 2021.


Ao mesmo tempo, o certificado digital vai deixar de ser exigido no acesso a restaurantes e a estabelecimentos hoteleiros, mantendo-se apenas obrigatório para o controlo de fronteiras.


A entrada nos bares e discotecas deixa de estar condicionada à exigência de teste negativo, o mesmo acontecendo para o acesso a grandes eventos e a recintos desportivos.


Por seu lado, o teste negativo ao coronavírus SARS-CoV-2 mantém-se nas visitas a lares e em estabelecimentos de saúde, tendo em conta que são grupos de especial vulnerabilidade, assim como o uso de máscara nos espaços interiores.


Previsto está também que os contactos de alto risco deixem de ter de ficar em confinamento, passando apenas a estar em isolamento as pessoas que testem positivo ao coronavírus SARS-CoV-2.


O Conselho de Ministros decidiu ainda que o teletrabalho deixa de ser recomendado, passando a vigorar a “normalidade” no que diz respeito ao trabalho, e que os espaços comerciais deixam de ter limitações no número de clientes no interior.


De acordo com António Costa, as medidas entram em vigor após a promulgação pelo Presidente da República.


Ainda na quinta-feira, a Direção-Geral da Saúde recomendou a administração de uma dose de reforço da vacina contra a covid-19 em pessoas que tinham sido vacinadas com a dose adicional por terem imunossupressão grave, admitindo assim uma quarta dose.


Questionado sobre um eventual calendário para avançar com esta quarta dose, António Costa indicou não existir data prevista.



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