18 Outubro 2021, 11:54

Covid-19: Quénia começa a receber 24 milhões de doses de vacinas no próximo mês

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Nairobi, 07 jan 2021 (Lusa) — O ministro da Saúde do Quénia afirmou hoje que o país deverá começar a receber no próximo mês 24 milhões de doses da vacina contra a covid-19 desenvolvida pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford.


À medida que os países da África subsaariana começam a anunciar progressos na obtenção das vacinas, Mutahi Kagwe afirmou na quarta-feira que os trabalhadores da saúde e professores terão prioridade para as vacinas no centro económico da África Oriental e que a toma das vacinas será voluntária.


Por revelar ficou o preço das doses das vacinas. No passado, o Governo do Quénia afirmou esperar que os 24 milhões de doses iniciais fossem gratuitas – através da iniciativa global COVAX, destinada a assegurar as vacinas para os países de menor rendimento — e que o Governo pagaria por mais 12 milhões de doses.


O Quénia tem participado num ensaio de pequena escala da vacina AstraZeneca, que requer duas doses, administradas com semanas de intervalo.


A vacina pode ser armazenada naquilo a que a AstraZeneca chamou de “condições normais de refrigeração”, o que poderá ajudar algumas zonas do continente africano com infraestruturas deficientes que poderão pôr em causa a distribuição em massa das doses.


Hoje, a África do Sul anunciou que começará a receber 1,5 milhões de doses da vacina AstraZeneca no final deste mês, o primeiro acordo anunciado para doses neste país que contabiliza mais de um milhão de infeções.


Com mais de 50 milhões de pessoas, o Quénia regista cerca de 97.000 casos de infeção pelo novo coronavírus.


Recentemente, o número de infeções diminuiu e as escolas reabriram esta semana, mas os profissionais de saúde no Quénia manifestaram preocupação pela falta de apoio, uma vez que alguns médicos e outros profissionais de saúde estão a morrer por falta de proteção na prestação de cuidados.


Médicos de todo o país fizeram uma breve greve no mês passado contra a falta de equipamento de proteção pessoal e por seguros adequados.


Enquanto alguns dos países mais ricos de África estão agora a anunciar acordos para a aquisição de vacinas – Marrocos anunciou no mês passado ter encomendado 65 milhões de doses da AstraZeneca e da Sinopharm da China – não é claro quanto tempo levará para que as vacinas cheguem aos 54 países do continente sem os recursos necessários para fazerem os seus próprios acordos.


O chefe dos Centros Africanos de Controlo e Prevenção de Doenças manifestou o seu receio de que o coronavírus possa tornar-se endémico em algumas partes de África, caso se demore mais de dois ou três anos a vacinar 60% da população do continente de cerca de 1,3 mil milhões de pessoas.



SMM // VM


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