09 Dezembro 2021, 04:30

Covid-19: Reino Unido proíbe voos de seis países africanos com receio da nova variante

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Londres, 25 nov 2021 (Lusa) — O Reino Unido vai adicionar seis países africanos à ‘lista vermelha’ da covid-19, proibindo temporariamente os voos, devido ao risco associado à nova variante detetada na África do Sul e considerada a “pior até agora”, foi hoje divulgado.


A variante B.1.1.529 tem “um número extremamente elevado” de mutações que podem evitar a resposta imunitária criada pela infeção ou vacinação, alertam os especialistas do Reino Unido, citados pela Sky News.


O secretário da Saúde, Sajid Javid, divulgou, através da rede social Twitter, que a Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido (UKHSA, na sigla em inglês) está “a investigar a nova variante” e que “são necessários mais dados”, mas que neste momento estão a ser tomadas “precauções”.


“A partir do meio-dia de amanhã [sexta-feira], seis países africanos serão adicionados à ‘lista vermelha’, os voos serão temporariamente proibidos e os viajantes do Reino Unido deverão ficar em quarentena”, pode ler-se.


Os países a integrarem a ‘lista vermelha’ são a África do Sul, Namíbia, Lesoto, Botswana, Eswatini e Zimbábue.


Sajid Javid alertou que a nova variante detetada na África do Sul “pode ser mais transmissível que a Delta” e acrescentou que “as vacinas atualmente no mercado podem ser menos eficazes”.


Segundo especialistas, esta variante é “a pior identificada até agora”.


O virologista do Imperial College London, Tom Peacock, definiu as mutações como “verdadeiramente terríveis”, mas salientou que os casos ainda são poucos.


Segundo noticia a BBC, ainda não foi confirmado nenhum caso desta nova variante no Reino Unido.


E há apenas 59 casos confirmados até agora, identificados na África do Sul, Hong Kong e Botswana.


A covid-19 provocou pelo menos 5.173.915 mortes em todo o mundo, entre mais de 258,92 milhões infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.


A doença é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.


 


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