23 Maio 2022, 21:43

Covid-19: Rússia continua a registar números máximos diários de novas infeções

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Moscovo, 23 jan 2022 (Lusa) — A Rússia registou 63.205 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, o número diário de infeções mais elevado desde o início da epidemia, anunciaram hoje as autoridades sanitárias russas.


Em Moscovo, a principal fonte de infeção da Rússia, o número de infeções foi de 17.528 nas últimas 24 horas, o registo diário mais elevado na capital russa.


Em São Petersburgo, a segunda cidade da Rússia, foram detetados 9.535 novos casos, também o registo mais alto de sempre, de acordo com os dados oficiais citados pela agência de notícias espanhola EFE.


As autoridades russas atribuíram o aumento de casos dos últimos dias à variante Ómicron do vírus, considerada mais transmissível, mas menos letal.


Segundo as autoridades, a variante Delta ainda é dominante no país, mas a Ómicron já representa 48,1% dos casos.


A nova variante foi agora detetada em mais de 64 das 85 regiões da Rússia, mais quatro do que os dados de sábado.


Apesar do aumento das infeções, continua a verificar-se uma tendência decrescente das mortes causadas pela doença infecciosa: 679 nas últimas 24 horas, depois de terem morrido mais de 1.000 pessoas por dia durante vários meses.


Até agora, a Rússia contabilizou mais de 11,1 milhões de casos de covid-19, com 326.112 mortos, segundo os dados oficiais citados pela agência de notícias russa TASS.


A letalidade da doença na Rússia está agora ao nível de 2,94%, menos 0,1 pontos percentuais relativamente a sábado, indicam os dados oficiais.


Tendo em conta o forte aumento de casos, as autoridades de Moscovo recomendaram o tratamento domiciliário para os maiores de 65 anos e doentes crónicos.


Pediram também às empresas que reintroduzissem o teletrabalho para o maior número possível de pessoas para evitar aglomerações nos transportes públicos.


O próprio Governo anunciou que as suas instituições estão a regressar ao teletrabalho, como aconteceu em março de 2020, numa tentativa de travar o avanço da nova onda de coronavírus.


O Presidente russo, Vladimir Putin, também reduziu o número de eventos públicos em que participa e está a trabalhar num regime misto de reuniões por teleconferência e presenciais.


O chefe do Centro Gamaleya, que desenvolveu a vacina russa Sputnik V, reafirmou hoje que a preparação é eficaz contra a variante Ómicron, segundo a EFE.


Alexandr Ginzburg alertou, no entanto, que a pandemia não deverá terminar com a variante Ómicron, porque a sua rápida propagação poderá fazer com que surjam novas mutações do vírus.


A nível mundial, a pandemia de covid-19 matou mais de 5,5 milhões de pessoas desde o final de 2019, quando o coronavírus SARS-CoV-2, que provoca a doença respiratória, foi detetado na China.



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