22 Outubro 2021, 08:46

Covid-19: Rússia regista novo máximo de novos casos em 24 horas

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Moscovo, 21 dez 2020 (Lusa) – A Rússia registou hoje um novo máximo de casos diários de covid-19, numa altura em que é evitado o confinamento generalizado numa tentativa de preservar a economia apesar da segunda vaga que atinge todo o país.  


A Rússia é o quarto país mais afetado do mundo pela pandemia, registando um total de 29.350 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas.


No total, o país conta com 2,87 milhões de contágios desde o início da pandemia.


Oficialmente o número de total de mortes de covid-19 é de 51.351, lamentando-se 493 óbitos nas últimas 24 horas. 


Em São Petersburgo, a segunda cidade do país, as autoridades referem que apenas 4% das camas reservadas a pacientes afetados pelo SARS CoV-2 estão disponíveis. 


Os valores oficiais publicados pelas autoridades russas indicam uma mortalidade por covid-19 mais baixa do que na Europa Ocidental ou nos Estados Unidos, situação que levou o presidente Vladimir Putin a afirmar que a Rússia faz uma “melhor gestão” da pandemia do que os outros países. 


A Rússia regista apenas – oficialmente – as mortes em que a causa principal é o covid-19 e após confirmação por autópsia. 


Por outro lado, a agência oficial de estatísticas Rosstat indicou no passado mês de outubro que – no total ocorreram mais 50 mil óbitos em relação ao que se verificou no ano de 2019, em todo o país. 


Em geral, incluindo as mortes por covid-19, entre março e o fim de outubro de 2020 o número total de óbitos atingiu os 165 mil, um valor muito superior ao que se verificou no ano passado  


Alexei Rachka, demógrafo independente russo, que foi demitido da Rosstat em julho, afirmou no verão, em declarações à France-Presse, que o número real de mortes por covid-19 por ser cinco vezes superior ao que está a ser divulgado pelas autoridades.


“Cerca de 250 mil pessoas morreram desde o início da pandemia”, afirmava Rachka.  


A “segunda vaga” de SARS-CoV-2 começou no outono atingindo valores máximos todas as semanas, sobretudo nas regiões mais pobres e menos preparadas do ponto de vista sanitário.


Neste momento, o Estado recusa-se a aplicar um novo confinamento a nível nacional por causa da situação económica e porque está em curso o programa de vacinação através do composto desenvolvido no país: Sputink-V.


A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.685.785 mortos resultantes de mais de 76,2 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.


Em Portugal, morreram 6.134 pessoas dos 374.121 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.


A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.



PSP // FPA


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