21 Outubro 2021, 06:49

Covid-19: São Tomé e Príncipe regista 35 mortes um ano depois do primeiro caso

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

São Tomé, 06 abr 2021 (Lusa) – São Tomé e Príncipe completa hoje um ano desde o aparecimento do primeiro caso de covid-19 no arquipélago, com 35 óbitos e 2.244 cidadãos infetados por uma doença que mudou a forma de vida dos são-tomenses.


A 06 de abril de 2020, o país foi o último lusófono a registar a primeira infeção pelo novo coronavírus, que fora detetado mais de quatro meses antes na China. São Tomé e Príncipe continua a ser, entre os países de língua portuguesa, o que regista menos casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2 e de mortes associadas à covid-19.


As autoridades sanitárias são-tomenses disseram, na altura, que as infeções entraram no país através do espaço aéreo, particularmente da Europa, com a qual o arquipélago tinha quatro ligações semanais.


O Governo, liderado por Jorge Bom Jesus, fechou as fronteiras aéreas e marítimas, decretou estados de emergência e de calamidade, cercas sanitárias e várias medidas de restrição, como o fecho de escolas, que não impediram contudo o vírus de se alastrar um pouco por todo o país.


O turismo foi um dos setores mais atingidos, com a suspensão de voos e vários hotéis fechados, perante a falta de visitantes.


As ajudas vieram de vários quadrantes, principalmente dos parceiros de cooperação como a Organização Mundial da Saúde (OMS), Organização das Nações Unidas (ONU) através do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef) e do multimilionário chinês Jack Ma.


O endurecimento das medidas sanitárias adotadas pelo Governo com o envolvimento de forças policiais foram diminuindo os contágios, ao mesmo tempo que alguns doentes iam se recuperando.


Todos os discursos eram no sentido de que tudo devia ser feito para travar o alastramento da pandemia.


O Presidente da República chegou a acusar os cidadãos de “descrença e falta de colaboração” e, numa das reuniões de alto nível de seguimento da resposta à pandemia de covid-19, acusou o executivo de “aparente comodismo e deixar andar”.


Evaristo Carvalho considerou que o número de testes realizados diariamente era “insignificante” e defendeu a necessidade de rastreio nas comunidades.


Até meados de março, o panorama não só não melhorou, como tendia a piorar a cada dia. As autoridades endureceram as medidas e surgiram entretanto as vacinas contra a covid-19, através da plataforma Covax, uma iniciativa da OMS para garantir o acesso equitativo às vacinas.


São 24 mil doses da vacina da Astrazeneca que chegaram ao país e o plano de vacinação arrancou a 15 de março, tendo a primeira fase ficado concluída no início deste mês, com mais de 12 mil cidadãos dos grupos prioritários já vacinados.


As autoridades sanitárias estabeleceram um intervalo de oito a 12 semanas entre a primeira e segunda dose, para garantir que não haverá interrupções na campanha de vacinação, mediante a chegada de novas doses.


O principal partido da oposição, Ação Democrática Independente (ADI), pediu ao Governo a suspensão do uso da vacina da Astrazeneca, face a efeitos colaterais registados em alguns países, mas o executivo garantiu que a vacina “é segura e eficaz”, afirmando basear-se nas garantidas dadas pela OMS e Unicef.


Um ano depois da pandemia, o país tem um registo total de 2.140 doentes recuperados, 69 estão sob vigilância em isolamento domiciliar e três pessoas internadas no hospital de campanha.



MYB // JH


Lusa/fim

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