18 Janeiro 2022, 07:52

Covid-19: Tráfego aéreo cai 20% na Europa devido à variante Ómicron – ACI Europe

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Bruxelas, 23 dez 2021 (Lusa) – O tráfego aéreo de passageiros na Europa caiu 20% nas três semanas desde que a África do Sul informou a Organização Mundial de Saúde do aparecimento da variante Ómicron, segundo estimativas do Airports Council International Europe (ACI Europe) hoje publicadas.


A ACI Europe destacou num comunicado que, entre as semanas 47 e 49 de 2021 (de 22 de novembro a 12 de dezembro), o tráfego aéreo de passageiros na Europa diminuiu 20%, considerando este decréscimo um impacto “imediato e substancial” da variante Ómicron.


A África do Sul informou a OMS do aparecimento da variante em 24 de novembro.


A redução de 20% é uma estimativa preliminar baseada em dados de 40 aeroportos de 25 países europeus, e inclui tanto grandes instalações como pequenos aeródromos regionais.


O fator de carga nos voos de e para os aeroportos europeus diminuiu de 66% na semana 46 do ano e para 54% na semana 49.


Contudo, a ACI Europe reconheceu que na semana passada, entre 13 e 19 de dezembro, houve um aumento de 9% no tráfego aéreo de passageiros na Europa em comparação com a semana entre 6 e 12 de dezembro, com o fator de carga a aumentar em dois pontos percentuais, para 56%.


“Não é surpresa que proibições de voo para a África Austral e restrições de viagem pouco uniformes impostas por muitos Governos noutros mercados, também dentro da Europa, tenham tido um impacto direto nos níveis de tráfego nas últimas semanas”, disse o diretor-geral da ACI Europe, Olivier Jankovec.


Jankovec disse que as viagens de negócios foram as primeiras a ser afetadas, tendo-se seguido as viagens de lazer e que, com base nos dados da semana passada, apenas as viagens para visitar familiares “são de certa forma mantidas por agora”, na época natalícia.


“Além da época festiva, não há dúvida de que a Ómicron irá afetar o tráfego de passageiros no primeiro trimestre de 2022. Mas a medida em que precisamos de rever as nossas expectativas dependerá sobretudo de se os governos continuam ou não com as suas reações irrefletidas”, disse.



MC // JNM


Lusa/Fim

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