14 Maio 2022, 20:11

Covid-19: Xangai regista 52 mortes e o maior número diário de infeções

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Macau, China, 29 abr 2022 (Lusa) — A cidade de Xangai registou 52 novas mortes por covid-19, nas últimas 24 horas, e 5.487 novos casos positivos, o número mais elevado desde o início da pandemia, anunciaram hoje as autoridades.


A Comissão Nacional de Saúde da China revelou que foram registados ainda 9.545 casos assintomáticos em Xangai, a capital financeira do país.


Um surto de covid-19 em Xangai, no leste da China, levou as autoridades chinesas a impor um confinamento quase total da cidade, com cerca de 25 milhões de habitantes, há cerca de um mês.


Os moradores de Xangai ficaram sem acesso a comida e necessidades diárias, face ao encerramento de supermercados e farmácias, e dezenas de milhares de pessoas foram colocadas em centros de quarentena, onde as luzes estão sempre acesas, o lixo acumula-se e não existem chuveiros com água quente.


Qualquer pessoa com resultado positivo, mas que não tenha sintomas, deve passar uma semana numa destas instalações, e os restantes cumprem isolamento no hospital.


O fluxo de produtos industriais também foi interrompido pela suspensão do acesso a Xangai, onde fica o porto mais movimentado do mundo, e outras cidades industriais, incluindo Changchun e Jilin, no nordeste da China.


A Comissão Nacional de Saúde da China anunciou que o país registou ainda 47 casos positivos e dois assintomáticos em Pequim.


A capital da China está a realizar testes à covid-19 para a maioria dos 21 milhões de habitantes da cidade.


Pequim encerrou também cinemas, bares de ‘karaoke’ e outros locais de entretenimento e disse aos moradores para trabalharem a partir de casa e permanecerem nos bairros de residência ou numa área restrita.


A covid-19 causou mais de seis milhões de mortos em todo o mundo desde que a doença foi detetada, no final de 2019, em Wuhan, no centro da China.


A variante Ómicron, que se dissemina e sofre mutações rapidamente, tornou-se dominante no mundo desde que foi detetada pela primeira vez, em novembro, na África do Sul.



VQ // JMC


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