16 Setembro 2021, 19:17

Crédito à economia cabo-verdiana aumentou 1% até março para novo máximo de 1.191 MEuro

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Praia, 09 jun 2021 (Lusa) – O crédito da banca cabo-verdiana à economia aumentou quase 1% nos primeiros três meses do ano, para um novo máximo de 132.468 milhões de escudos (1.191 milhões de euros), segundo dados provisórios do banco central.


De acordo com um relatório do Banco de Cabo Verde (BCV), este registo compara com o máximo anterior, superior a 131.310 milhões de escudos (1.180 milhões de euros) no final de 2020, um crescimento de quase 4% face ao final de 2019, explicado pelas linhas de crédito covid-19, lançadas pelo Governo para apoiar a recuperação das empresas afetadas pela pandemia.


Do total do crédito concedido à economia em final de março último, 7,8% correspondia a dívida titulada e os restantes 92,2% a empréstimos bancários às empresas, incluindo as empresas públicas não financeiras.


O BCV iniciou há pouco mais de um ano a implementação de medidas de incentivo económico e mitigação das consequências económicas da pandemia de covid-19, disponibilizando fundos aos bancos e incentivando linhas de crédito às empresas, para apoiar a recuperação económica.


Já no final de dezembro, o BCV anunciou que vai manter as taxas de referência em mínimos históricos em 2021 e prorrogar o programa de financiamento por mais 12 meses, precisamente para mitigar o impacto da crise provocada pela covid-19.


O conselho de administração do BCV explicou que o objetivo é “mitigar o impacto da crise suscitada pela pandemia” na economia nacional, “restaurar e reforçar a confiança dos agentes económicos, bem como estimular a retoma da atividade económica, amparado por pressões contidas na inflação e na balança de pagamentos”.


Entre as taxas de referência do BCV, a administração manteve a taxa diretora em 0,25%, a taxa da facilidade permanente de cedência de liquidez em 0,50%, a taxa da facilidade permanente de absorção de liquidez em 0,05% e a taxa de redesconto em 1,0%.


Além disso, e face aos receios da continuidade dos efeitos da crise económica em 2021 – após uma recessão histórica de 14,8% em 2020 -, o BCV aprovou a prorrogação do prazo do programa de financiamento de longo prazo, através da Operação Monetária de Financiamento (OMF), por mais 12 meses, passando a vigorar até dezembro deste ano.


O banco central referia ainda que o ajustamento do programa, “considerando a experiência do primeiro pacote implementado”, desde abril de 2020, passará o montante de colocação mensal para 3.000 milhões de escudos (27,2 milhões de euros), “podendo atingir o montante anual de 36 mil milhões de escudos [327,2 milhões de euros], o que representa cerca de 80,0% do stock atual [final de 2020] da dívida pública junto da banca nacional”.


“Com efeito, não obstante a previsão de recuperação da atividade económica em 2021, continua a ser necessário fornecer liquidez ao sistema bancário, no sentido de assegurar a confiança num contexto de incerteza”, adverte o banco central cabo-verdiano.


Medidas que visam essencialmente “preservar o fator confiança nos mercados, ao sinalizar à banca uma total disposição do banco central em ceder fundos em casos de stress ou escassez de liquidez”, mas também “reforçar a orientação da política monetária para um maior estímulo ao crédito e ao crescimento económico”.



PVJ // VM


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