09 Dezembro 2021, 04:07

Crónica Pitoresca leva a arte a mais de 30 escolas do Norte do País

Susana Faria AdministratorKeymaster

Educar através da arte é um dos grandes lemas da Crónica Pitoresca. Nascida em Gaia, a Associação, que foca grande parte do seu trabalho na área educativa, desenvolve inúmeros projetos, junto de alunos de todas as idades, seja de teatro, música ou cinema, nas escolas de todo o País.

“Somos artistas e criamos expressões artísticas. Trabalhamos o teatro, o cinema, a música, a dança e as artes plásticas e visuais, de forma a produzir e a criar”.
A frase de Rita Burmester Moreira é a melhor descrição da Crónica Pitoresca, associação gaiense que nasceu há cerca de um ano e meio e que trabalha, sobretudo, a área educativa, levando aos alunos de todas as idades, as mais diversas formas de arte.

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A Diretora Artística, que outrora teve oportunidade de trabalhar em projetos como o Gaia Aprende + ou o Gaia Aprende +i, criados pela Câmara de Gaia, explica ao Mundo Atual, que a associação tem no serviço educativo o seu principal pilar, desenvolvendo inúmeros projetos que visam “aproximar o público jovem das mais variadas formas de arte, com a ajuda de uma equipa especializada nas diversas vertentes artísticas”.
“Os nossos projetos são muito centrados no cinema e teatro, mas também já tivemos aulas de yoga e dança, por exemplo. A arte ajuda a melhorar notas e o comportamento dos alunos”, defendeu a fundadora.

Projetos de cinema são um sucesso

Atualmente, a Crónica Pitoresca tem em carteira projetos na área do cinema que estão a ser implementados em várias escolas, sendo que a associação tem parcerias estabelecidas com as Câmaras de Matosinhos, Gondomar e Santa Maria da Feira.
No total, são mais de 30 os estabelecimentos de ensino do Norte do País que recebem a cada ano letivo as mais diversas atividades desenvolvidas pela Crónica Pitoresca.
O projeto «7/1», iniciado em 2015, dirigido aos alunos do 3.º ciclo e do secundário, foi implementado em sete escolas do concelho de Matosinhos e chegou também ao Estabelecimento Prisional do Porto.
“Esta abrangência é algo que nos alegra muito e é muito interessante também para o nosso crescimento”, refere Rita Burmester Moreira.

O projeto «7/1», iniciado em 2015, dirigido aos alunos do 3.º ciclo e do secundário, foi implementado em sete escolas do concelho de Matosinhos e chegou também ao Estabelecimento Prisional do Porto.

Já o «Cinema vai às escolas», desenvolvido em dez escolas dos concelhos de Gondomar e Matosinhos, consiste na produção de uma curta-metragem em ambiente escolar, onde o trabalho incide sobre o argumento.
O objetivo principal é “dar voz aos participantes e trabalhar temas de relevo, como a igualdade de género, violência doméstica, violência de pares e drogas”.
Atividades que, frisa Rita Burmester Moreira, pretendem “melhorar comportamentos, desenvolver os jovens ao nível dos interesses pessoais, e também no âmbito curricular e extracurricular”. Exemplo disso são os testemunhos que chegam à Associação por parte dos docentes dos alunos participantes.
“O projeto foi desenvolvido numa turma muito agitada, tida como a pior da escola e este ano melhoraram muito. Estão muito diferentes e os professores só tecem elogios”, revelou a Diretora Artística, recordando o feedback dado por uma professora.
Por isso, Rita Burmester, que quer chegar a cada vez mais escolas e alunos, não tem dúvidas que a arte é também um meio para o bem-estar de cada um.
“A arte é extremamente essencial para a estrutura do ser. Utilizamos também a arte como um meio para um fim que é o bem-estar e daí ajudarmos, por exemplo, a sedimentar conhecimentos, como acontece com o teatro, onde abordamos de uma forma totalmente inovadora obras que fazem parte do Plano Nacional de Leitura”, reforçou a Diretora Artística.

Teatro como forma de “melhorar aprendizagens”

O Teatro é também uma das áreas em que a Crónica Pitoresca trabalha. Para além de produzir peças que são apresentadas nas escolas, é ainda responsável pela coordenação do serviço educativo do Grupo Dramático e Musical Flor de Infesta, que tem um protocolo com a Escola Secundária Abel Salazar, em Matosinhos.
A Associação tem vindo a apoiar os professores a lecionar teatro, num projeto que começou no ano passado e “superou todas as expetativas”, revelou ainda Rita Burmester Moreira.
“Há uma parceria entre a associação, o Grupo Flor de Infesta e a escola com o objetivo de formar profissionais e melhorar as aprendizagens artísticas dos alunos”, explicou.

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