05 Julho 2022, 02:06

CTT procuram novo acionista minoritário para Banco CTT

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Lisboa, 23 jun 2022 (Lusa) — Os CTT estão à procura de um parceiro estratégico para o Banco CTT, para ficar com uma participação minoritária, segundo um comunicado enviado hoje à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).


“Os CTT estão a considerar celebrar uma parceria estratégica no Banco CTT, reservando o aumento de capital a um potencial parceiro no Banco CTT em troca de uma participação minoritária e alocando as receitas a novas iniciativas empresariais”, lê-se no comunicado, onde é apresentada a estratégia da empresa até 2025.


Adicionalmente, os CTT consideram ainda estabelecer um acordo de distribuição de seguros, “de natureza exclusiva e de longo prazo, com o potencial parceiro abrangendo as categorias vida e não vida, e as redes de retalho tanto dos CTT como do Banco CTT”.


A empresa tem também como objetivo incorporar 400 ativos numa nova entidade, a PropCo, detida maioritariamente pelos CTT e gerida externamente.


Relativamente à remuneração acionista, a empresa tem como objetivo pagar entre 35% e 50% do resultado líquido em dividendos de caráter recorrente, mas sublinha que a proposta “está sujeita a condições de mercado, a um contexto financeiro e contabilístico adequado do balanço dos CTT que permita tal execução”.


Até 2025, os CTT têm a ambição de atingir um lucro antes de juros e impostos (EBIT) recorrente entre 100 milhões de euros e 120 milhões, e um investimento consolidado cumulativo do grupo entre 160 e 180 milhões, equivalente a 40-45 milhões por ano, “com o objetivo de aumentar a capacidade de tratamento em Portugal e Espanha, desenvolver a rede de cacifos em Portugal, desenvolver as TI [tecnologias de informação] para impulsionar melhorias na experiência do cliente e de eficiência, e melhorar a qualidade do serviço”.


Ao nível de compromissos ambientais, o objetivo da empresa é acelerar a trajetória de descarbonização para atingir zero carbono em termos líquidos até 2030.



MPE // CSJ


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