26 Janeiro 2022, 14:19

Defesa de ex-padre considera injusta condenação em Timor-Leste e anuncia recurso

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Díli, 21 dez 2021 (Lusa) — O advogado de defesa do ex-padre Richard Daschbach, considerou hoje injusta a sua condenação a 12 anos de prisão por cinco crimes de abuso sexual de menores, anunciando que vai recorrer.


“Depois de recebermos o acórdão do juíz, a defesa vai recorrer. Ainda não é esta a decisão final. A defesa vai recorrer”, disse à Lusa o advogado Miguel Faria, um dos advogados de defesa de Richard Daschbach.


“Para a defesa não foi uma decisão justa. A decisão não nos satisfaz”, insistiu.


Sem elaborar alargadamente sobre os argumentos, o advogado tentou justificar a posição da defesa recordando o choro e gritos de um grupo de crianças e jovens apoiantes de Daschbach, quando o próprio as informou, à saída do tribunal, da sua condenação.


O Tribunal Distrital de Oecusse condenou hoje o ex-padre norte-americano Richard Daschbach a 12 anos de prisão por cinco crimes de abuso sexual de menores, cometidos num orfanato em Timor-Leste.


A pena de prisão, lida hoje pelo juiz presidente do coletivo, Yudi Pamukas, foi determinada tendo em conta cinco crimes de abusos de menores de 12 anos e a idade do arguido, 84 anos.


“Este tipo de comportamento de cariz sexual é absolutamente intolerável por parte da nossa sociedade e deve ser severamente punido”, disse o juiz na leitura da sentença, em português, na sala principal do Tribunal Distrital.


Em termos individuais e pelos vários crimes, o coletivo de juízes aplicou penas parcelares que totalizam mais de 37 anos de prisão, com o cúmulo jurídico de penas a ser de uma pena única de 12 anos de prisão.


O juiz absolveu o arguido da prática do crime de pornografia infantil tendo decidido ainda alterar a medida de coação, pelo perigo de fuga, passando a aplicar de imediato a pena de prisão preventiva.


O juiz ordenou igualmente o pagamento de uma compensação financeira de quatro mil dólares a cada uma das cinco vítimas contra quem os crimes foram aprovados.


 


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Lusa/Fim


 

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