30 Julho 2021, 19:02

Denúncia de ocorrências em Gaia pela linha «Presidente Direto» aumentou 300% em 2020

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

A linha «Presidente Direto», criada em Gaia em 2018 para denúncia de ocorrências da responsabilidade direta do Município, recebeu no ano passado 3.388 solicitações, aumentando mais de 300% face ao ano anterior.

“Durante a crise pandémica, sobretudo na fase inicial, registou-se uma procura mais intensa do [serviço] «Presidente Direto». É normal que a intensidade da procura esteja associada a fases como a abertura do ano letivo, ou à apresentação de novos programas municipais, sobretudo os que se traduzem em algum tipo de apoio a famílias e pessoas”, descreveu fonte da Câmara de Gaia.

Em causa um serviço criado em 2018 e que entrou em funcionamento em 2019 que consiste na disponibilização de um email direto para a presidência da Câmara, estando os munícipes convidados a, através desse endereço, sinalizar as ocorrências cuja resolução se encontrem na competência direta do Município.

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“Residualmente, a haver participações fora da área de competências municipal, as mesmas são encaminhadas para a entidade competente e sempre que possível articulada e acompanhada a resposta”, explica a autarquia.

No ano passado o aumento de participações foi de 334% face a 2014.

Fonte da autarquia indicou que durante o ano de 2020 foram rececionadas 3.388 participações, enquanto em 2019 registaram-se 881.

Em 2021, até junho, foram recebidas 1.747 participações, acrescentou a fonte.

“Em 2020, como seria expectável, uma parte substancial das participações decorreram do contexto pandémico, verificando-se uma forte prevalência de assuntos relacionados com as medidas de apoio de âmbito económico e social”, foi ainda descrito.

A entrega de computadores ou de máscaras sociais, bem como solicitações relacionadas com o programa de apoio a famílias carenciadas foram alguns dos temas mais habituais dos emails dirigidos ao «Presidente Direto».

Somam-se perguntas sobre medidas de apoio social no consumo de água, o passe universitário ou a atribuição do cheque-oferta escolar, bem como as condições do estado das vias municipais, da iluminação pública ou a gestão de trânsito e sinalização.

Questionada sobre o tempo média de resposta desta linha, a autarquia referiu que “pode variar de algumas horas a alguns dias, dependendo da complexidade da situação”.

A mesma fonte especificou que o «Presidente Direto» assume uma componente de desenvolvimento de uma base de conhecimento quer dos serviços municipais quer do próprio território e das necessidades das pessoas, exemplificando que no caso de perguntas relacionadas com o cheque-oferta de livros escolares, é criada uma lista de perguntas possíveis, que é respondida pelo serviço responsável ainda antes do lançamento da medida ou programa municipal.

“Esta preparação permite uma resposta instantânea da equipa do «Presidente Direto», sem necessidade de consultar os serviços municipais responsáveis”, acrescentou.

No entanto, podem existir casos mais complexos que podem depender de avaliações técnicas no terreno ou de articulação entre vários serviços, sendo essas de resolução, admitiu a autarquia, “mais demorada”.

Sobre o objetivo deste serviço, a Câmara de Gaia indicou que “foi percecionado que nem sempre era fácil a comunicação entre cidadãos e instituições e os serviços municipais, sobretudo quando a resolução das questões depende da articulação de vários serviços”, pelo que com esta linha se pretendeu “simplificar a relação”, criando um canal que “atua como uma lupa que evidencia as zonas de menor eficiência na resposta dos serviços aos cidadãos e, simultaneamente, permite a partilha de boas práticas entre serviços”.

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