05 Fevereiro 2023, 05:11

Derby – de cima ou de baixo, só não vale matar ninguém – João Paulo Silva

Professor

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A dimensão geográfica da capital não me permite perceber com exatidão quem são os de cima e os de baixo da segunda circular, mas talvez a tabela da primeira liga possa ajudar a perceber quem são os de cima e quem são os de baixo.

Hoje é dia de derby.

Dia de Benfica – Sporting.

A dimensão geográfica da capital não me permite perceber com exatidão quem são os de cima e os de baixo da segunda circular, mas talvez a tabela da primeira liga possa ajudar a perceber quem são os de cima e quem são os de baixo.

Mas, em dia de derby quase todas as outras coisas importantes passam a ser laterais.

E, de onde virá essa magia?

Uma das teses que mais me atrai é a que nos leva a viajar até Ashbourne, uma vila Inglesa com a população, menos de dez mil pessoas, inferior à de Canelas. Um rio divide Ashbourne em dois. Os de cima são os Up’ards e os Down’ards são os sulistas. As balizas são rodas de moinho e o objetivo é tocar com a bola três vezes nessas pedras. Elas distam quase cinco quilómetros – o dobro da Avenida da República e a bola anda para lá e para cá nas mãos de uma imensa multidão, numa espécie de rugby pelas ruas, campos e rio da Vila.

As regras começam por sugerir que não é permitido matar, mas tirando isso, vale quase tudo.

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O Youtube permite perceber melhor a descrição aqui realizada e até perceber o quanto longe estamos de ter um derby dessa dimensão pelas ruas de Lisboa.

Mas, derby é derby.

Em Espanha entre o Real e o Atlético ou no País Basco entre a Real Sociedad e o Athletic. Em Milão entre o A.C. Milan e o Inter, na Escócia entre o Celtic e o Rangers. E as referências poderiam estender-se à realidade “mais quente” da Sérvia ou da Grécia.

Mas, quando pensa em derby, caro leitor, pensa em que jogo?

Em miúdo tinha um certo fascínio pelo trocadilho linguístico que me chegava do Brasil: Fla-Flu.

Mas, não demorei a perceber que dificilmente haverá algo tão mágico como um River – Boca! Em homenagem à Argentina campeã do mundo, penso que ficarei de bem com a consciência se escolher este como o derby mais mítico.

Em Portugal o derby é na capital – as duas maiores instituições desportivas do país disputam todos os anos dois jogos. Ao contrário do mito urbano tantas vezes afirmado, a equipa que está melhor costuma ganhar, mas quer os vermelhos quer os verdes são capazes de surpreender o adversário. E são inúmeros os exemplos.
Como alguém costuma dizer – ou será outro mito urbano? – prognósticos só depois do jogo.

Mas, às 18h deste domingo entram no relvado do Estádio da Luz vinte e dois jogadores. Alguns dos quais a viver o seu primeiro derby. Para eles, profissionais, será mais um jogo. Há até quem não perceba a magia do jogo capital.

Mas, nas bancadas não faltarão homens e mulheres que facilmente diriam que este é o jogo do ano.

Haverá certamente outras rivalidades igualmente clássicas, mas as histórias de Sporting e Benfica cruzam-se desde sempre. Quando o Benfica ainda não era “este”Benfica, houve oito jogadores que deixaram o Sport Lisboa e foram para o Campo Grande vestir de verde e branco.

Talvez seja esse o primeiro episódio desta rivalidade.

Há quem diga que um é mais popular e outro mais aristocrático, mas dada a dimensão de ambos, não é muito polémico afirmar que são ambas instituições populares com enorme presença no território nacional. É essa dimensão que ajuda a transformar o derby de Lisboa em algo mais do que apenas um jogo entre equipas da mesma cidade.

Os valores de mercado apontam para o Benfica como favorito – 330 milhões contra os 241 do Sporting. Curiosamente, nos 10 jogadores mais valiosos (transfermarket), há quatro do Sporting e três do Benfica.

A tabela classificativa parece apontar uma vantagem para o Benfica.

Já se jogaram 88 jogos tendo o Benfica como visitado. O Benfica ganhou 48 (55%) e o Sporting 16 (18%). Os empates são 27%. 175 golos para os vermelhos e 114 para os verdes.

Mas, tudo isto são apenas números e só são importantes até às 18h e aí voltamos a todas as dúvidas.

Será que o jogo vai cair para os do norte ou para os do sul?

E quem irá sobreviver para bater com a bola três vezes na pedra do moinho?

Às 20h deste domingo teremos todas as respostas.

Até lá, viva o futebol!

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