04 Dezembro 2021, 05:06

Desconhecidos voltam a atacar instalações de posto administrativo do centro de Moçambique

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Maputo, 29 abr 2021 (Lusa) – Um grupo armado desconhecido atacou as instalações da secretaria da localidade de Samoa, no posto administrativo de Capirizange, na província de Tete, informaram hoje as autoridades locais.

O ataque ocorreu por volta das 23:00 (22:00 em Lisboa) de segunda-feira e o grupo terá efetuado vários disparos contra as instalações da secretaria local, disse à comunicação social Américo Nfumane, chefe da localidade de Samoa.

“Não sabemos quem são. Quando ouvimos os tiroteios, começamos a fazer contactos para reforçarmos a vigilância”, declarou Américo Nfumane, acrescentando que não houve feridos, pois não estava ninguém nas instalações.

Segundo a fonte, depois de disparar contra a secretaria da localidade, o grupo terá deixado uma carta de quatro páginas na porta das instalações, contestando a liderança do presidente da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), Ossufo Momade, e “manchando” o chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi.

“A carta falava de Ossufo Momade e manchava também no nosso Presidente da República [Filipe Nyusi], dizendo que a Frelimo deve tirar este presidente”, afirmou o chefe da localidade, sem avançar mais detalhes sobre o conteúdo da suposta carta.

Este é o segundo ataque armado no posto administrativo de Caphirizange neste mês.

O primeiro ocorreu em 10 de abril, quando um grupo armado desconhecido disparou vários tiros contra o posto policial de Caphirizange e posteriormente se colocou em fuga.

A Lusa tentou, sem sucessos, contactar a polícia moçambicana naquela província do Centro de Moçambique.

Desde a assinatura do acordo de paz em agosto de 2019, a liderança do principal partido de oposição (Renamo) tem sofrido fortes críticas da autoproclamada Junta Militar da Renamo, um grupo dissidente acusado de protagonizar ataques armados que já provocaram a morte de pelo menos 30 pessoas.

O grupo é liderada por Mariano Nhongo, antigo líder de guerrilha da Renamo, e contesta a liderança do partido e as condições para a desmobilização decorrentes do acordo de paz.

EYAC // LFS

Lusa/Fim

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