23 Janeiro 2022, 13:09

Desconstrução “pesada” do prédio Coutinho em Viana do Castelo começa na próxima semana

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Uma máquina giratória, com um braço que atinge 40 metros de altura, começa, na próxima semana, a fazer a desconstrução “pesada”, piso a piso, dos 13 andares do prédio Coutinho, em Viana do Castelo, foi hoje divulgado.

Em comunicado hoje enviado à imprensa, a sociedade VianaPolis informou que o equipamento, “único em Portugal” chegou à obra na madrugada.

“Durante o dia de hoje será montado, prevendo-se o início destes trabalhos na próxima semana”, adianta a sociedade.

Em outubro, durante uma visita às obras de “desfardamento” [remoção de todos os materiais não inertes, madeiras, alumínios, vidros, metais, para serem reutilizados ou reciclados] do edifício, o vice-presidente da VianaPolis, Tiago Delgado, explicou que, com a desconstrução dos 13 andares, vão ser retiradas 11.200 toneladas de betão, 2.800 de tijolo, 115 de produtos cerâmicos, 360 de aço, 110 de madeira, 56 de vidro e 32 de alumínio.

A desconstrução vai custar cerca de 1,2 milhões de euros e vai estar concluída em março de 2022.

Já Cláudio Costa, da Baltor, empresa responsável pela empreitada, disse ser a primeira obra do género realizada em plena malha urbana em Portugal, destacando que “90% do material que for retirado do edifício” será para reciclagem e posterior utilização na construção de vias de comunicação, ou até no novo mercado municipal de Viana do Castelo, à qual a empresa vai concorrer.

O empreiteiro apontou a conclusão da desconstrução do prédio para março de 2022.

Conhecido localmente como prédio Coutinho, o edifício Jardim foi construído no início da década de 70 do século passado. Tem a sua desconstrução prevista desde 2000, ao abrigo do programa Polis.

O projeto, iniciado quando António Guterres era primeiro-ministro e José Sócrates ministro do Ambiente, prevê para o local a construção do novo mercado municipal.

Inicialmente, o projeto da sociedade VianaPolis previa a implosão do prédio, mas a partir de 2018 a desconstrução foi a alternativa escolhida dada a complexidade da obra, em plena malha urbana, com edifícios históricos na envolvente, e por prever o aproveitamento e a reutilização dos materiais, e causar menos impacto ambiental.

 

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