04 Julho 2022, 19:27

Destruição da Amazónia brasileira diminui em março, mas bate recorde no trimestre

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

São Paulo, 08 abr 2022 (Lusa) – O desflorestamento na Amazónia brasileira caiu 15% em março face ao mesmo mês do ano passado, mas, mesmo assim, registou um recorde no primeiro trimestre do ano, segundo dados de satélite divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).


Imagens do programa de monitorização Deter da agência espacial brasileira mostraram que 312 quilómetros quadrados de floresta amazónica foram apagados no mês passado, abaixo dos 368 em março de 2021 e 327 em março de 2020.


A queda vem após dois meses de devastação recorde no bioma. No total, 941 quilómetros quadrados foram destruídos na amazónia brasileira no primeiro trimestre, algo inédito desde o início do uso do programa Deter, em 2015.


Desde que o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, chegou ao poder em janeiro de 2019, o desflorestamento anual médio na amazónia brasileira aumentou mais de 75% face a década anterior.


O Governo Bolsonaro é reiteradamente acusado de favorecer a impunidade de mineiros, fazendeiros ou traficantes de madeira que promovem o desflorestamento ilegal da floresta, ao fazer cortes no orçamento de órgãos de controlo ambiental.


Apesar da queda registada no mês de março, os números deste início de ano mostram que o Brasil, pode bater novos recordes de desflorestamento do bioma em 2022.


Segundo dados divulgados em novembro pelo Prodes, outro programa do INPE, utilizado desde 1988, a destruição da maior floresta tropical do mundo atingiu 13.235 quilómetros quadrados no período de referência de agosto de 2020 a julho de 2021, marca inédito em 15 anos.



CYR // PJA


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