07 Dezembro 2021, 14:08

Detidos dois suspeitos de integrar rede de tráfico de droga que operava no Algarve e na Andaluzia

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Redação, 09 mar 2021 (Lusa) – A Polícia Judiciária (PJ) deteve na zona de Quarteira dois homens suspeitos de integrarem uma rede de tráfico de droga que atuava no Algarve e na região espanhola da Andaluzia, foi hoje anunciado.


Em comunicado, a PJ adiantou que a detenção dos homens, de 55 e 65 anos, ocorreu “no âmbito de uma complexa investigação que se iniciou em 2019, visando um grupo constituído por indivíduos de diversas nacionalidades”.


Segundo a PJ, a “forte indiciação permitiu às autoridades judiciárias competentes sustentar a emissão de mandados de detenção e ordens de busca domiciliária em residência, na zona de Quarteira”, no concelho de Loulé, distrito de Faro.


“Em face do fenómeno criminoso, da sua transnacionalidade e complexidade a investigação desenvolveu-se no âmbito da cooperação policial internacional entre a Polícia Judiciária Portuguesa, a Guardia Civil e o Serviço de Vigilâncias Aduaneiro do Reino de Espanha”, lê-se na nota.


Além destes dois homens detidos no Algarve, as autoridades policiais de Espanha detiveram no seu território o suposto líder da organização, sediada na Andaluzia, através de um mandado de detenção europeu emitido pelas autoridades portuguesas.


“A detenção deste indivíduo, em território espanhol, seguirá os trâmites legais do mecanismo de detenção europeia com vista à sua extradição para território nacional”, prossegue o comunicado.


Além dos três detidos, constam na mesma investigação cinco outros arguidos, que se encontram “com medidas de coação privativas da liberdade, nomeadamente prisão preventiva”, acrescenta.


No âmbito desta investigação, já tinham sido apreendidas duas embarcações de pesca, diversas viaturas e 137 fardos de haxixe perfazendo cerca de cinco toneladas.


Os detidos serão agora presentes ao Tribunal de Faro para a aplicação de eventuais medidas de coação.


A investigação prossegue a cargo da PJ, existindo indícios que poderão relacionar esta investigação “com outros fenómenos de mesma tipologia em território nacional”.



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