16 Agosto 2022, 15:06

Dinheiro a circular em Cabo Verde renova máximos com quase 130 ME em 2021

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Praia, 06 jul 2022 (Lusa) – O dinheiro em circulação física em Cabo Verde voltou a renovar máximos em 2021, pelo quarto ano consecutivo e aumentando quase 9% face ao ano anterior, chegando ao equivalente a quase 130 milhões de euros, segundo dados do banco central.


De acordo dados de um relatório do Banco de Cabo Verde (BCV) compilados hoje pela Lusa, este aumento ficou a dever-se “às necessidades da economia”, conforme descreve o próprio banco central.


Assim, o valor total das notas e moedas em circulação em Cabo Verde no final de 2021 ascendia a mais de 14.200 milhões de escudos (129,7 milhões de euros), o que corresponde a um aumento de 8,44% face aos 13.096 milhões de escudos (119,5 milhões de euros) que circulavam em dezembro de 2020 no país.


“Em 31 de dezembro de 2021, as notas em circulação caracterizavam 94,86% das notas e moedas em circulação, enquanto as moedas em circulação representavam 5,14%”, explica o banco central cabo-verdiano, no mesmo relatório.


Em 2019, o dinheiro físico em circulação em Cabo Verde ascendia a mais de 12.242 milhões de escudos (111,8 milhões de euros), em 2018 a mais de 11.345 milhões de escudos (103,5 milhões de euros) e em 2017 a mais de 10.787 milhões de escudos (98,5 milhões de euros), segundo o histórico disponibilizado pelo banco central.


Já o custo com a emissão e destruição de notas e moedas pelo BCV aumentou quase 29,5% em 2021, face aos gastos do ano anterior, para 59 milhões de escudos (540 mil euros), essencialmente devido à emissão da nova família de notas e reforço de moedas em circulação.


“O aumento de 29,48% face a 2020, decorre, essencialmente, da emissão de notas novas para suprir as necessidades de economia”, justifica o banco central.


Enquanto banco central da República de Cabo Verde, o BCV tem a responsabilidade de assegurar e regular a criação, a circulação e o valor da moeda nacional cabo-verdiana.


Cabo Verde enfrenta uma profunda crise económica e financeira, decorrente da forte quebra na procura turística – setor que garante 25% do PIB do arquipélago – desde março de 2020, devido às restrições impostas para controlar a pandemia de covid-19.


O país registou em 2020 uma recessão económica histórica, equivalente a 14,8% do PIB, e um crescimento económico de 7% em 2021, impulsionado pela retoma da procura turística no quarto trimestre.


Entretanto, devido às consequências económicas da guerra na Ucrânia, o Governo cabo-verdiano reviu de 6% para 4% a perspetiva de crescimento económico em 2022.



PVJ // VM


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