09 Janeiro 2023, 19:01

Dois palestinianos mortos em ataque israelita na Cisjordânia, diz Palestina

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Jerusalém, Israel, 22 jul 2022 (Lusa) — Dois palestinianos foram mortos de madrugada, durante uma operação do exército israelita em Nablus, no norte da Cisjordânia ocupada, disse o ministério da Saúde da Palestina.


As duas vítimas mortais foram identificadas como sendo Muhamad Azizi, de 25 anos, e Abdul Rahman Jamal Suleiman Sobh, de 28, pelo ministério, que também registou nove feridos, dois deles em estado grave.


Muhamad Azizi foi baleado no peito e Abdul Rahman Jamal Suleiman Sobh foi baleado na cabeça, disse o ministério.


O exército israelita confirmou apenas estar a realizar uma operação na cidade de Nablus, na Cisjordânia, território ocupado pelo Estado judeu desde 1967, sem comentar imediatamente sobre as vítimas relatadas pelas autoridades palestinianas.


“Ocorreram trocas de tiros entre os suspeitos armados e as tropas”, disse o exército de Israel, em comunicado.


Desde o final de março que as forças de segurança israelitas têm realizado operações quase diárias na Cisjordânia, após uma série de ataques de palestinianos e árabes israelitas em Israel e na Cisjordânia, nos quais perderam a vida 19 pessoas, a maioria civis.


Durante essas operações do exército israelitas, pelo menos 52 palestinianos e três árabes israelitas foram mortos, alguns dos quais civis, incluindo a jornalista do canal do Qatar Al-Jazeera, Shireen Abu Akleh, que estava a cobrir uma operação em Jenin.


Israel conquistou a Cisjordânia durante a Guerra dos Seis Dias, em junho de 1967, juntamente com Jerusalém Oriental e a Faixa de Gaza.


Posteriormente, anexou Jerusalém Oriental, uma decisão nunca reconhecida pela comunidade internacional.


Os palestinianos pretendem recuperar a Cisjordânia ocupada e Gaza e reivindicam Jerusalém Oriental como capital do Estado da Palestina.


Na quarta-feira, as forças de segurança israelitas despejaram centenas de colonos judeus que tentavam construir casas improvisadas em várias partes da Cisjordânia ocupada, com o objetivo de se estabelecerem ilegalmente.


Estes colonos radicais são organizados pela Nachala, uma associação judaica fundada em 1980 que arrecada fundos milionários para promover “o desenvolvimento de assentamentos através do resgate de terras”.


Os ativistas desta organização entraram em confronto com outros ativistas israelitas da corrente oposta, que rejeitam a ocupação judaica dos territórios palestinianos.


Estima-se que existam cerca de 430.000 colonos judeus na Cisjordânia ocupada, outros 200.000 em Jerusalém Oriental e mais 30.000 na área de Golã.


Estes assentamentos são ilegais sob a lei internacional, mas muitos são reconhecidos e protegidos pelo Estado de Israel.



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