30 Julho 2021, 18:24

Eduardo Vítor Rodrigues recandidata-se para “fechar um ciclo” e deixar um “legado”

Eduardo Vítor Rodrigues
© Amândia Queirós

Eduardo Vítor Rodrigues apresentou hoje a recandidatura à Câmara de Gaia, município onde quer continuar a “filosofia humanista”, centrada nas “pessoas e para as pessoas” naqueles que são os últimos quatro anos que restam para “fechar um ciclo” e deixar um “legado”.

No Parque da Lavandeira, na presença do líder do PS/Gaia, Patrocínio Azevedo e do presidente da Federação Distrital do Porto do PS, Manuel Pizarro, o candidato garantiu que não vai “pedir um cheque em branco” aos gaienses, sublinhando que o “melhor fundo, o melhor cenário são os oito anos de trabalho” que ao longo de mais de uma hora de discurso foi recordando.

“Se fomos capazes de fazer tudo isto em momento de pré-falência da Câmara ou de pandemia, o que seremos capazes de fazer nos próximos quatro anos?”, questionou.

Eduardo Vítor Rodrigues recordou então, em jeito de balanço, as mais emblemáticas obras do último mandato, assim como a herança que herdou em 2013, como o “passivo de 300 milhões de euros que reduzimos para 90 milhões” ou a redução “por cinco vezes da taxa de IMI” e o fim da “anedótica taxa das rampas”.

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O professor universitário não esqueceu a “reabilitação dos empreendimentos sociais, a construção dos centros de saúde de Vilar de Andorinho e da Madalena, a extensão da linha do metro, as obras do Hospital de Gaia, as sedes das Juntas de Freguesia, o investimento na rede viária, os centros cívicos nas freguesias”.

“Também fizemos parcerias estratégicas com o Governo. E aí acusaram-nos de estar a financiar o Estado”, frisou, recordando: “Os três milhões de euros para o nosso hospital, que desde 2015 não parou. Ou a criação do passe único e a reabilitação de oitenta por cento do nosso Parque Escolar”.

“Curiosamente nas escolas e no Hospital nunca vi lá o Estado… Vi gaienses”, enfatizou.

Eduardo Vítor Rodrigues não esqueceu ainda a capacidade de “atrair empresas” e lembrou que a taxa de desemprego que “herdou” em 2013 “estava nos dois dígitos e está agora nos 8%”.

“Não foi apenas um trabalho da Câmara, mas um trabalho do País”, defendeu.

Referendo local para desagregar freguesias

A criação de uma Unidade de Cuidados Continuados, “uma prioridade no próximo mandato”, um polo de inovação e startups no centro da cidade, o centro municipal da juventude, o pavilhão multiusos ou o Centro de Congressos, a melhoria da mobilidade e dos transportes, a recolha do lixo porta a porta, a reciclagem com contrapartidas e a desagregação de freguesias, “um erro da troika”, foram algumas das propostas para um novo mandato.

“Mas em Gaia será feito um referendo local, patrocinado pelo município para que sejam as pessoas a dizer o que querem”, adiantou.

“Se merecer a confiança dos gaienses tentarei não deixar heranças, mas antes um legado. Temos vontades, mas não abdicaremos das contas em dia. Vamos manter uma gestão clara, não dúbia, e com rigor”, prosseguiu.

Eduardo Vítor Rodrigues deixou ainda o desejo de que a campanha eleitoral “serena e tranquila” e repleta “de ideias para discutir”.

“O nosso caminho são as pessoas. Mantemos a nossa filosofia humanista. E o nosso modo de ser e de estar já foi posto à prova. Estarei de corpo inteiro dedicado à minha cidade. Sou o mais bem colocado para a gerir”, terminou.

Juntas de Freguesia com duas caras novas

O primeiro a subir ao palco na Lavandeira foi Patrocínio Azevedo que apresentou Eduardo Vítor Rodrigues como “o homem que marcou a vida de todos”, um “pensador realista” que “não deixa ninguém para trás e que não se esquece das promessas que faz”.

O líder do PS Gaia apresentou, depois, os candidatos às 15 Juntas de Freguesia do concelho onde estão duas caras novas: Filinto Lima e Miguel Almeida.

O primeiro que se candidata à Junta de Freguesia de Oliveira do Douro e que substitui, assim, Dário Silva; o segundo que concorre na Madalena para ocupar o lugar de Francisco Leite.

De resto mantêm-se Adelina Pereira em Arcozelo; Cipriano Castro em Avintes; Maria José Gamboa em Canidelo; César Rodrigues em Grijó/Sermonde; Alcino Lopes em Gulpilhares/Valadares; Arménio Costa em Canelas; João Paulo Correia em Mafamude/Vilar do Paraíso; Filipe Lopes em Pedroso/Seixezelo; Manuel Azevedo em Sandim/Olival/Lever/Crestuma; Paulo Lopes em Santa Marinha/Afurada; João Morais em Serzedo/Perosinho e Serafim Teixeira em Vilar de Andorinho.

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