19 Setembro 2021, 15:40

Emanuel Silva revela “mágoa” por não ser porta-estandarte masculino em Tóquio

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

O canoísta Emanuel Silva manifestou hoje a sua “mágoa” por não ter sido o atleta escolhido para ser o porta-estandarte masculino da delegação portuguesa nos Jogos Olímpicos de Tóquio2020.

“Não sei quais foram os critérios estabelecidos [para a escolha]. Vou para a quinta participação olímpica, tenho quatro diplomas olímpicos, tenho uma medalha olímpica, vários títulos mundiais e europeus. Os atletas em questão [Nélson Évora e Telma Monteiro] já foram porta-estandartes em outras edições dos Jogos Olímpicos. Só queria perceber quais foram os critérios e o chefe de missão agora irá responder se quiser”, disse o atleta à margem de uma receção na Câmara de Braga aos atletas olímpicos da cidade.

Emanuel Silva frisou que “tinha que mostrar publicamente que não estava satisfeito” por não ter sido escolhido como porta-estandarte masculino.

“Não tenho nada contra o Nélson [Évora], pelo contrário, mas queria saber os critérios porque estava completamente convencido que ia ser eu, pelo meu histórico. Se poderei ser em Paris2024? Não sei se não vou acabar a carreira depois de Tóquio e, se terminar, nunca serei porta-estandarte”, notou.

Emanuel Silva, de 35 anos, revelou que o facto de não ter sido escolhido “é uma mágoa, uma angústia”, mas garantiu que isso “não vai afetar” o seu rendimento e performance em Tóquio.

A Missão de Portugal conta com oito lugares garantidos na canoagem, com Fernando Pimenta, em K1 1.000 metros, Emanuel Silva, João Ribeiro, Messias Baptista e David Varela, em K4 500, Teresa Portela, em K1 200, e Joana Vasconcelos, em K1 500, nas provas de velocidades, e de Antoine Launay, em slalom.

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