09 Setembro 2022, 10:10

Embaixadores de Lugansk e de Pyongyang na Rússia discutem cooperação

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

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O embaixador da autoproclamada República Popular de Lugansk em Moscovo, Rodion Miroshnik, reuniu-se com o embaixador norte-coreano na Rússia, Sin Hong Chul, para discutir possibilidades de cooperação comercial e económica.

Miroshnik disse que os dois diplomatas falaram, na quarta-feira, sobre cooperação “mutuamente benéfica”, nomeadamente no turismo, bem como a possível participação de Pyongyang na “reconstrução das cidades de Luhansk destruídas durante a agressão ucraniana”.

O diplomata de Lugansk disse na plataforma Telegram que as duas partes chegaram a acordo para realizar um estudo detalhado de “áreas promissoras de cooperação”, que mais tarde serão consagradas num acordo formal.

O Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia anunciou em julho o rompimento das relações diplomáticas com a Coreia do Norte, depois da nação asiática ter reconhecido a independência de Donetsk e Lugansk, localizadas na região de Donbass, no leste da Ucrânia.

A Ucrânia considerou a decisão de Pyongyang como uma tentativa de minar a soberania nacional e a integridade territorial do país, bem como uma violação da Carta das Nações Unidas e das normas e princípios fundamentais do direito internacional.

A Coreia da Norte e a Síria, ambos aliados da Rússia, são até ao momento os únicos países estrangeiros a reconhecer as repúblicas separatistas de Donetsk e Lugansk, apoiadas por Moscovo desde 2014.

O reconhecimento pela Rússia das autoproclamadas repúblicas populares do leste da Ucrânia ocorreu em 21 de fevereiro, três dias antes de invadir o país vizinho.

Em 15 de julho, os separatistas pró-russos da República Popular de Lugansk anunciaram a criação de um comité para preparar um futuro referendo de adesão à Rússia.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de cinco mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A ofensiva militar russa causou a fuga de mais de 16 milhões de pessoas, das quais mais de 5,7 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.

Também segundo as Nações Unidas, 15,7 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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