06 Julho 2022, 07:16

“Encontrei uma boa qualidade de vida e melhores perspetivas de futuro” – Ari Azevedo

Susana Faria Administrator

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Ari Azevedo decidiu, no verão de 2020, em plena pandemia, deixar o País e viver uma nova experiência na Polónia, de onde é natural a namorada. O engenheiro de software deixou Vila Real para viver uma nova realidade num país com uma “maior qualidade de vida comparativamente a Portugal” e onde já se sente “totalmente integrado”, apesar das dificuldades em falar polaco, um idioma muito diferente daqueles “com os quais já tive contacto”. A frieza das pessoas e o clima “bem diferente de Portugal”, com invernos muito rigorosos, não assustou Ari Azevedo que vê como principal desvantagem “o facto de os dias serem muito curtos e haver menos sol”. Apesar de sentir falta da gastronomia portuguesa, dos amigos e da família, não está nos planos do engenheiro, de 30 anos, o regresso definitivo a Portugal, “a menos que aconteça algo de muito inesperado”.

Porque decidiu emigrar?
Principalmente, por razões pessoais. A minha namorada é polaca, estudou e trabalhou em Portugal durante algum tempo e eis que a certa altura tomei a decisão de ser eu a experienciar viver num novo país. Sempre gostei da ideia de experienciar viver noutras realidades.

Por quais países já passou?
Em trabalho, apenas pela Holanda e Polónia.

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Como tem sido a experiência na Polónia?
Bastante boa. Vivo na cidade de Katowice. Foi um país que me surpreendeu pela positiva, um país com uma economia em crescimento e que oferece, de uma forma geral, uma maior qualidade de vida comparativamente a Portugal, se considerarmos o custo de vida mais baixo nas cidades e os salários equivalentes ou superiores. Já me sinto totalmente integrado, embora ainda não fale bem a língua. Como se costuma dizer, já vou “arranhando”. Percebo e falo o básico.
À primeira vista, as pessoas são um pouco mais sérias e frias, mas depois de nos conhecerem, tornam-se bastante acolhedoras. O clima é bem diferente de Portugal, o inverno bem mais rigoroso e com menos sol, no entanto, vive-se com maior conforto porque as casas estão preparadas, o aquecimento é uma necessidade básica e todas as casas têm. Sinceramente, acho que me custa mais passar o inverno em Portugal do que na Polónia, onde já apanhei -23 graus. Talvez a maior desvantagem seja o facto de os dias no inverno serem muito curtos e haver menos sol. Por vezes, há semanas em que mal se vê o sol.

Como se viveu aí a pandemia?
Há muito que parece que já passou. Fecharam os estabelecimentos e colocaram restrições na altura certa e voltaram ao normal muito mais cedo. Não senti o mesmo medo nas pessoas e a mesma histeria por parte da comunicação social como em Portugal. Entretanto, surgiu a guerra que acabou por «varrer» por completo o assunto da pandemia, mudando todas as prioridades para o apoio e acolhimento aos refugiados ucranianos. Uma solidariedade e união incrível de um povo perante esta causa, que serviu de exemplo para o resto do Mundo.

Quais são os principais desafios pessoais e profissionais?
A nível pessoal é a língua, que é bastante difícil e diferente dos idiomas com os quais já tive contacto. Neste momento, estou a fazer um curso.
A nível profissional, não considero que haja grandes barreiras, uma vez que continuo a fazer o que fazia antes de me mudar. Trabalho remotamente e uso o inglês no dia-a-dia. Mas para questões mais internas ou burocráticas, a língua pode ser, por vezes, uma barreira.

Como gere o facto de estar longe da família e dos amigos?
Sempre lidei com a situação de uma forma positiva. Mantenho o contacto regular com a minha família e amigos, falamos com frequência. De vez em quando recebo uma ou outra visita de amigos ou familiares e também vou a Portugal algumas vezes por ano.

Do que sente mais falta?
Talvez da comida e do sol. A nossa gastronomia tem outro encanto e maior variedade. Em relação ao tempo, para além de mais frio, os dias são mais cinzentos e há maior poluição.

Vem com frequência a Portugal (ou vinha antes da pandemia)?
Sim, costumo ir a Portugal 3 a 4 vezes por ano.

Está nos seus planos regressar definitivamente a Portugal?
Julgo que não, a menos que aconteça algo de muito inesperado. Encontrei uma boa qualidade de vida e melhores perspetivas de futuro neste país e creio que ficarei por aqui.

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