20 Setembro 2021, 07:26

Erdogan atribui aumento de incêndios na Turquia a “terrorismo”

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Istambul, Turquia, 31 jul 2021 (Lusa) — O Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, insinuou hoje num discurso televisivo que o elevado número de incêndios que assolam a costa sul e ocidental da Turquia, com um balanço de seis mortos, se deve a “atos de terrorismo”.


“Desde o ano passado, os dirigentes da organização terrorista deram instruções para queimar as florestas, e os incêndios na Turquia duplicaram”, disse Erdogan durante a sua intervenção, transmitida em direto na cadeia televisiva NTV a partir da estância turística de Marmaris, costa do mar Egeu.


O chefe de Estado turco revelou a detenção de uma pessoa, alegadamente relacionada com a centena de incêndios registados desde quarta-feira numa dezena de províncias ao largo da costa mediterrânica e do Egeu, mas não revelou detalhes sobre a sua identidade ou supostos motivos.


“É nosso dever encontrar quem queima as nossas florestas e fazê-los sofrer”, acrescentou o Presidente.


Desde há vários dias que diversos diários ultranacionalistas especulam sobre a possibilidade de os focos de incêndio serem motivados por atos de sabotagem e atribuem a Murat Karayilan, dirigente do proscrito Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), a guerrilha curda, um apelo para utilizar os incêndios como arma política.


Por sua vez, a oposição acusou o Governo por não ter adotado as medidas preventivas e não ter investido em material de combate aos fogos, como aviões cisterna, apesar da frequência de incêndios na Turquia.


Na sexta-feira, Erdogan assinalou que estavam a ser utilizados “cinco ou seis aviões cisterna” no combate às chamas, alguns enviados pela Rússia e Ucrânia.


As elevadas temperaturas do Mediterrâneo oriental, que atingiram 40 graus no sul da Turquia e vão permanecer nos próximos dias, facilitaram a propagação dos incêndios no país euro-asiático, mas ainda na Grécia e Itália, com várias regiões assoladas por fogos que destruíram habitações e provocaram vários feridos.



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Lusa/fim

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