09 Setembro 2022, 14:26

Esculturas alertam para problemática das redes abandonadas nos oceanos

Filipa Júlio Administrator

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Plásticos e resíduos, que tantas vezes dão à costa e impossíveis de reciclar, são os materiais utilizados pela artista portuguesa Soraia Domingues para criar esculturas de alerta para o problema da poluição dos oceanos. No âmbito do projeto TransforMAR, agora na quinta edição, as obras vão ser expostas em Gaia, Nazaré e Portimão.

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Em Gaia, junto à ciclovia da praia das Pedras Amarelas, em Canidelo, Soraia Domingues criou um labirinto com redes de pesca, cujo abandono nos oceanos representa um dos principais perigos para as espécies marinhas.

O problema prende-se com a decomposição destes materiais, pois gera microplásticos, que ao serem ingeridos pelos animais colocam em causa toda a cadeia alimentar, onde se inclui o ser humano.

Na Nazaré, a obra de Soraia Domingues, um amontoado de redes, retrata «a onda que ninguém quer surfar», enquanto em Portimão, na Praia da Rocha, a artista produziu uma «tartaruga» com a intenção de levar o imaginário coletivo a lembrar as espécies marinhas.

“As esculturas são feitas com plástico e resíduos recolhidos ao longo da costa portuguesa pela Brigada do Mar e com redes de pesca perdidas no oceano e recolhidas pela Marinha Portuguesa”, refere, em comunicado, a entidade organizadora do projeto.

Para criar as escultras, Soaraia Domingos utilizou cerca de quatro toneladas de plástico e outros resíduos, 20 quilómetros de redes de pesca, 100 metros de cabo e 200 armadilhas de polvo.

Os números das Autoridades Marítimas indicam que são retiradas do mar, em Portugal, cerca de seis toneladas de redes de pesca.

“Nas peças escultóricas os resíduos ganham uma nova vida, deixam de ser os resíduos que estavam a poluir e a destruir os habitats e as vidas de várias espécies marinhas, para se agruparem numa forma esteticamente apelativa e identificativa da temática do mar e da vida marinha, na qual passam a ser os transmissores da mensagem de alerta para essa problemática”, referiu Soraia Domingos.

Nesta quinta edição, os plásticos e resíduos recolhidos foram transformados em têxteis fabricados em Portugal, convertidos em T-shirts que estão a ser oferecidas à população.

O projeto TransforMAR é uma iniciativa do Lidl Portugal, em parceria com o Electrão, e com o apoio da Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE), Brigada do Mar, Marinha Portuguesa, Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e Quercus.

O objetivo é “sensibilizar os veraneantes para a importância de uma boa conduta ambiental em praia e para os princípios da economia circular – através da recuperação, reutilização, reciclagem e redução do desperdício de materiais plásticos”,

No comunicado, a empresa recorda o relatório da ONU, «Da Poluição à Solução: Uma Análise Global sobre Lixo Marinho e Poluição Plástica», no qual se estimado que “até 2040 sejam encontrados nos entre 23 e 37 milhões de toneladas destes resíduos por ano”.

A empresa informa ainda que “desde que foi lançado, em 2018, o TransforMAR já recolheu mais de 110 toneladas de plástico nas praias de norte a sul do país, assumindo o compromisso de transformar o material num benefício direto para a comunidade – em aparelhos para a prática de atividade física e mobiliário urbano, entregues às Câmaras Municipais das praias aderentes na 1.ª e 2.ª edição (2018 e 2019), e em donativos para Instituições Sociais, na 3.ª e 4.ª edições (2020 e 2021)”.

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