22 Outubro 2021, 09:03

Especialistas admitem que a Coreia do Norte esteja a produzir plutónio

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Seul, 04 mar 2021 (Lusa) – A Coreia do Norte pode estar a tentar levar a cabo operações de extração de plutónio para a produção de armas nucleares indicam fotos captadas por satélite, poucas semanas depois de o líder Kim Jong Un ter-se referido à expansão do arsenal bélico.


O portal 38 North, especializado na investigação de assuntos relacionados com a Coreia do Norte, publicou hoje um estudo com base na observação de imagens e informações recolhidas por satélites e que alegadamente indicam que a central de carvão do complexo nuclear de Yongbyon está a operar após dois anos de inatividade. 


As imagens mostram fumo a sair da central, várias vezes, desde o passado mês de fevereiro. 


De acordo com o portal, o facto “sugere que os trabalhos podem fazer parte do processo de extração de plutónio necessário para o fabrico de armas nucleares”.


No entanto, o mesmo texto salvaguarda que o “funcionamento do sistema pode estar em curso para tratamento de lixo radioativo”.


No início da semana, o diretor da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Mariano Grossi, disse que alguns complexos nucleares da Coreia do Norte continuam a operar tendo nomeado os sistemas ligados aos laboratórios (rádio e químicos) de Yongbyon.


Os laboratórios são usados no processo de extração de plutónio e apoiados pela combustão de energia. 


“As atividades nucleares da República Democrática Popular da Coreia (nome oficial da Coreia do Norte) são motivo de sérias preocupações. A continuação do programa nuclear é uma clara violação das resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas”, considerou Grossi num documento publicado no portal oficial da AIEA. 


O plutónio é um dos dois componentes essenciais para a fabricação de armas nucleares, assim como o urânio enriquecido.


O complexo de Yongbyon, a norte da cidade de Pyongyang, está dotado de sistemas de produção dos dois componentes.


Em janeiro, o líder da Coreia do Norte pediu o alargamento do arsenal nuclear, nomeadamente para forçar os Estados Unidos a negociar o fim de sanções contra Pyongyang.


 


PSP // SB


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