14 Maio 2022, 22:36

Estados Unidos juntam-se a 55 países para proteger Internet livre e gratuita

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Washington, 28 abr 2022 (Lusa) — Os Estados Unidos juntaram-se hoje a mais de 55 países numa iniciativa para garantir uma Internet segura e gratuita, perante a ameaça do aumento de regimes autoritários, como na Rússia, onde o acesso a informações digitais é restrito.


Apelidada de “declaração para o futuro da Internet”, esta iniciativa visa estender a “tremenda promessa” que esta rede oferece, disse a Casa Branca em comunicado, referindo-se à urgência de impedir o “aumento do autoritarismo digital” e de garantir o fortalecimento das democracias, numa economia global livre.


Uma fonte da Casa Branca lembrou que, desde a invasão da Ucrânia, em fevereiro, “a Rússia promoveu agressivamente a desinformação dentro e fora de fronteiras, censurou fontes de notícias da Internet, bloqueou ou desativou ‘sites’ legítimos e atacou fisicamente a infraestrutura da Internet na Ucrânia”.


Pelo menos 55 países aderiram já esta iniciativa, incluindo países como Austrália, Reino Unido, Canadá, França, Alemanha e Japão, além de outros como Argentina, Chipre, Quénia, Montenegro, Eslovénia e Ucrânia.


Embora não seja juridicamente vinculativa, a declaração estabelece “princípios fundamentais” e “compromete os governos a promover uma Internet aberta, livre, global, interoperável, confiável e segura para o mundo”, de acordo com a Casa Branca.


A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, já reagiu a esta decisão do Governo dos EUA, dizendo que “o futuro da Internet é também o futuro da democracia”.


“Hoje, pela primeira vez, países com ideias semelhantes, em todo o mundo, estão a estabelecer uma visão compartilhada para o futuro da Internet, para garantir que os valores que defendemos ‘offline’ também sejam protegidos ‘online'”, disse Von der Leyen.



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