06 Dezembro 2021, 15:39

Estudo em Bissau conclui que 80% das famílias têm alguém que consome liamba

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Bissau, 30 abr 2021 (Lusa) – Um estudo hoje divulgado em Bissau pela Rede Nacional das Associações Juvenis (Renaj) da Guiné-Bissau concluiu que 80% das famílias inquiridas reconhecem sofrer consequências por terem um membro que consome liamba.


O estudo, que também serviu para a organização assinalar o Dia Internacional do Associativismo Jovem, foi apresentado por Seco Duarte Nhaga.


Segundo o presidente da Renaj, o estudo revela que o consumo de liamba “está a crescer em Bissau” e os dados recolhidos em bairros como Bandim, Bairro Militar, Mindara, Hafia, Belém, Reno, “comprovam isso mesmo”.


O dirigente associativo explicou que o estudo procurou saber se nas famílias inquiridas existe alguém que consome liamba e quais as consequências resultantes dessa atividade nos jovens.


“Mais de 80% de famílias entrevistadas reconheceram que há consequências por terem alguém na família que consome liamba”, notou Seco Duarte Nhaga.


O líder da Renaj, plataforma que congrega mais de 60 associações juvenis guineenses, realçou que um dos sinais do aumento do consumo de liamba é o aumento “cada vez mais” de jovens com problemas psíquicos em Bissau.


O líder juvenil responsabiliza as autoridades pela situação, pela forma como negam a educação e o ensino formal aos jovens guineenses.


“O país está a criar um exército de delinquentes, já lá vão quatro anos que as escolas andam em percalços”, observou Seco Nhaga, que pede, contudo, a responsabilização da juventude.


A Renaj vai partilhar os resultados do estudo com outras entidades no país e ainda prosseguir com a educação cívica para a consciencializar os jovens sobre o problema do consumo de droga, referiu Seco Nhaga.


O estudo da Renaj foi lançado na Casa dos Direitos.


O coordenador da Casa dos Direitos, Gueri Gomes lamentou a situação geral da juventude guineense e afirmou que o consumo de liamba “está a minar a esperança dos jovens na Guiné-Bissau”.



MB // LFS


Lusa/Fim

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