23 Janeiro 2022, 13:21

EUA/Floyd: Mais três polícias vão a julgamento a 20 de janeiro

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Minneapolis, Estados Unidos, 06 jan 2022 (Lusa) – Três antigos agentes da polícia da cidade norte-americana de Minneapolis, acusados a nível federal de violações aos direitos humanos no caso da morte do cidadão negro George Floyd, irão a julgamento no dia 20 de janeiro.


Segundo a Associated Press, a data do julgamento foi hoje oficializada, e o julgamento decorrerá na cidade de St. Paul, depois dos registos de novembro mostrarem que as intimações tinham apontado para essa data, o que agora se confirma.


Assim, os agentes Tou Thao, J. Kueng e Thomas Lane irão a julgamento cerca de nove meses depois de Derek Chauvin ter sido condenado por homicídio na morte de George Floyd, que ocorreu em 25 de maio de 2020.


A morte do cidadão afro-americano foi registada em vídeo por um transeunte e motivou protestos contra a brutalidade policial e o racismo nos Estados Unidos e fora do país.


Derek Chauvin, que é branco, pressionou o seu joelho contra o pescoço de Floyd durante nove minutos e meio, ao mesmo tempo que a vítima estava imobilizada no chão, dizendo que não conseguia respirar e acabando por sucumbir à agressão.


Os agentes Thao, Kueng e Lane vão ainda a julgamento na primavera, a nível estadual, devido a acusações separadas de ajuda e cumplicidade na morte de George Floyd, mas o julgamento federal virá primeiro, tendo como âmbito a alegação de que retiraram à vítima os seus direitos enquanto atuavam como autoridade governamental.


De acordo com provas no caso estadual contra Derek Chauvin, Kueng e Lane ajudaram a restringir George Floyd (46 anos) enquanto se encontrava no chão. Kueng ajoelhou-se nas costas de Floyd e Lane pressionou as pernas da vítima, enquanto Thao impediu os transeuntes de intervir enquanto Floyd estava imobilizado.


Derek Chauvin foi condenado a 22 anos e meio de prisão no julgamento estadual e, em dezembro, declarou-se culpado no julgamento federal, mas ainda não foi sentenciado pelo crime.


Os procuradores federais pediram uma pena de 25 anos de prisão.



JE // PDF


Lusa/Fim

Sem comentários

deixar um comentário