15 Agosto 2022, 22:52

Europol detém três dezenas de pessoas ligadas a rede brasileira de narcotráfico

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Paris, 17 fev 2022 (Lusa) — Três dezenas de pessoas foram detidas esta semana numa grande operação policial contra uma rede de narcóticos brasileira, que transportava cocaína boliviana para a Europa, informou hoje a Europol.


A agência de polícia europeia revelou que “a organização criminosa conseguiu enviar vários carregamentos de cocaína de várias toneladas para a Europa de poucos em poucos meses” através de uma rede de distribuição sediada em Espanha.


A maioria dos elementos da rede foi presa no Brasil, nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Santos e Volta Redonda, e sete pessoas foram presas em Barcelona.


As autoridades descobriram uma infraestrutura de produção baseada na Bolívia, com linhas logísticas e de abastecimento no Brasil, Paraguai e Uruguai, disse ainda a Europol, que coordenou a operação.


A rede criminosa enviava a cocaína em contentores marítimos e coordenava as suas operações através do SKY ECC, um sistema de comunicações encriptadas, que foi descontinuado em 2021.


A organização de traficantes criou uma rede de empresas para permitir a importação de drogas da América do Sul e a lavagem de dinheiro.


A operação, que também envolveu as autoridades americanas, levou à descoberta de uma rede de distribuição com sede em Valência e Barcelona, responsável pela receção dos carregamentos de cocaína e pela sua movimentação através do mercado europeu.


As autoridades brasileiras e espanholas intercetaram alguns dos carregamentos e identificaram várias empresas envolvidas no esquema criminoso.


As apreensões incluíram droga, veículos, armas de fogo, dinheiro e várias contas bancárias no Brasil, Paraguai e Espanha. A investigação também descobriu centros de comando e controlo da organização no Dubai.


As autoridades da Bélgica, Brasil, Itália, Holanda e Espanha apreenderam desde setembro de 2020 cerca de 10 toneladas de cocaína e cerca de 1,85 milhões de euros, informou a Europol.


APL // PJA


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